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7 dicas para escolher uma Clínica de Internação para tratamento de dependência

7 dicas para escolher uma Clínica de Internação para tratamento de dependência

Neste artigo o advogado André Tolentino traz algumas dicas para ajudar as famílias e pacientes a encontrarem a melhor clínica ou comunidade terapêutica para tratamento

Quando falamos em tratamento da dependência química, seja em qualquer uma de suas modalidades (ambulatorial, internação voluntária, involuntária ou compulsória), existe a busca do restabelecimento da saúde do paciente. Contudo, na busca pela melhor Clínica de Internação para tratamento de dependência ou comunidade terapêutica, na maioria das vezes, as famílias apenas têm acesso a um belo site e mantêm contato apenas com uma secretária ou “vendedor”, sendo que em muitos casos, nunca chega a conhecer quem realmente tem relacionamento direto com o paciente.

Selecionamos então, 7 dicas para que as famílias possam escolher a clínica de internação ideal:

 

1- Cabe no bolso?

Hoje encontramos inúmeros tipos de tratamento, grande quantidade de profissionais e, consequentemente, também preços que podem variar desde entidades filantrópicas, até clínicas com valores na casa dos muitos milhares de reais mensais. Para famílias sem condições econômicas para custear uma clínica de internação particular, é possível buscar pelo SUS, pelo CAPS e também por meio de ação judicial, visando garantir o direito social à saúde.


2- Conheça o Diretor Terapêutico

Consideramos que uma boa equipe é reflexo de um bom gestor, desta forma, a segunda dica é para que busque conhecer o Diretor Terapêutico da clínica de internação, geralmente um médico ou psicólogo com título de especialista em dependência química. Saiba o nome do Diretor Terapêutico, conheça seus títulos acadêmicos e leia artigos publicados para saber como pensa este profissional.

 

3- Descubra se a clínica de internação possui os colaboradores que alega ter em seu site

Infelizmente sabemos que muitas clínicas e comunidades terapêuticas acabam divulgando em seus meios de comunicação uma equipe com mais integrantes do que realmente possuem. Sendo assim, verifique se realmente a entidade possui todos os profissionais que ela divulga, perguntando sobre o nome dos principais colaboradores, como médico, psicólogo, enfermeiro, educador físico. etc. Se descobrir que realizam propaganda enganosa, cuidado!

 

4- Saiba se existem treinamentos periódicos concedidos aos funcionários

O tratamento relacionado à dependência química exige treinamentos frequentes aos colaboradores, que precisam ser constantemente informados dos direitos do paciente, das regras da entidade e também da dependência como doença, não como “desvio de caráter”, como muitos ainda carregam este estigma. Sendo assim, é importante questionar quando foi a última “reciclagem” da equipe e quem foi o(s) orientador(es). O ideal é que os treinamentos sejam semestrais.

 

5- Cuidado com internações de longa duração

A Lei n. 10.216/01 (Reforma Psiquiátrica) determina que a internação deve ser mantida pelo prazo mais breve possível, ou seja, apenas enquanto extremamente necessária ao restabelecimento do paciente, sendo posteriormente encaminhado para tratamento ambulatorial, se preciso. Também com relação à intimidade que possam começar a ter com os colaboradores também é importante que busquem períodos mais breves, de acordo com a necessidade do paciente, pois é comum que com o tempo de convivência pacientes e funcionários passem a nutrir vínculos de amizade ou inimizade, sendo ambos sentimentos prejudiciais ao tratamento.

 

6- Atenção à regularidade

Para cuidar de doentes e buscar um restabelecimento de suas funções cognitivas, a clínica ou comunidade terapêutica deve possuir alguns documentos mínimos conferidos pelo poder público ou órgãos não estatais. Sugerimos então que certifique-se de que a unidade é uma empresa ou entidade regularmente constituída, com CNPJ próprio e CNAE compatível com a atividade prestada; alvará da vigilância sanitária e do corpo de bombeiros (lembrando que vimos alguns incêndios em comunidades terapêuticas nos últimos anos). As unidades que alegam ser clínica médica devem apresentar sua inscrição no CNES e registro no Conselho de Medicina do Estado em que está estabelecida.

 

7- Existência de Programa de Prevenção e Exame Toxicológico aos colaboradores

Com o pioneirismo de algumas clínicas, acreditamos que a criação e implementação de um “Programa de Prevenção ao Uso de Drogas e Exame Toxicológico” seja um ótimo indicativo da boa saúde emocional dos colaboradores da entidade. Tal iniciativa para entidades que cuidam de dependentes químicos é fundamental, evitando que pacientes sejam tratados por quem deveria estar em tratamento. O “Programa de Prevenção ao Uso de Drogas e Exame Toxicológico” é essencial para a melhora da qualidade de vida do funcionário e seus familiares, melhora no profissionalismo e tranquilidade ao paciente e sua família.

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