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A dependência química sob o olhar da Psicologia

A dependência química sob o olhar da Psicologia

Como a psicologia define esta enfermidade.

A Dependência Química é uma doença. Muitos a julgam erroneamente, como sendo falta de vontade de melhorar ou preguiça. Entenda como a psicologia define esta enfermidade.

 

O que se entende como “droga”?

A OMS - Organização Mundial da Saúde - definiu como droga as substâncias capazes de alterar a funcionalidade do organismo quando inseridas nele.

 

O que diz a Psicologia

Sob o olhar da psicologia, sua complexidade é digna de muito estudo. 

Segundo o DMS-V (Manual Diagnóstico e Estatístico De Transtornos Mentais), a dependência se baseia em um padrão de uso de uma substância que provoca sofrimento ou prejuízo clínico e que impede o usuário de realizar atividades cotidianas e antes prazerosas, em detrimento do seu uso. 

Esse padrão passa pelas fases de tolerância e abstinência, caracterizando um ciclo vicioso em que, apesar do malefício evidente da substância, o usuário acaba se tornando escravo de seus efeitos. 

O uso das substâncias não é mais uma questão a ser decidida pelo usuário - ele é um mero fantoche de seu vício. Existem fatores bioquímicos envolvidos, que fazem com que a droga seja o principal combustível para a existência do indivíduo.

 

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Como elas agem no organismo

As drogas psicoativas atuam no sistema nervoso central, alterando a percepção, comportamento e humor do indivíduo. O mecanismo de ação dessas drogas ocorre através da sua ligação com receptores neuronais. 

Isso ocorre dentro do processo de comunicação entre uma célula nervosa e outra, no qual os neurotransmissores são usados como moléculas de sinalização para transmissão de mensagens nervosas que são interpretadas pelo organismo, como a interação com receptores específicos, presentes em células correspondentes.

Quando ligados a esses receptores, as substâncias psicoativas podem ter efeitos excitatórios ou inibitórios no cérebro. 

Assim, essas drogas podem ser divididas a partir de seus efeitos, podendo ser depressoras como o álcool, estimulantes como a cocaína, opioide como a heroína e alucinógena como o LSD.

 

Os efeitos psicológicos

Os efeitos de muitas drogas acabam tendo como alvo os centros do cérebro relacionados ao prazer e a motivação. Elas estimulam essas sensações, sendo responsáveis pelo desenvolvimento do que chamamos de “dependência psicológica”, definida por uma busca incessante por sensações prazerosas.

Essa dependência é pautada em reforços positivos derivados de estímulos “artificiais” nos centros de recompensa, principalmente estruturas do sistema límbico, tendo como resposta às sensações de prazer semelhantes às causadas de forma natural por alimentação e relação sexual.

 

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A tolerância ao uso

Ao fazer o uso frequente de substâncias que alteram o estado natural de consciência, o corpo cria uma espécie de “resistência” ao uso.

A tolerância está relacionada com a adaptação do corpo a um determinado estímulo, no caso uma substância química, que após o contato regular e constante com a sensação imediata causada, gera uma sensibilidade cada vez menor aos efeitos causados por ela. 

A abstinência se dá ao cessar do estímulo que a ausência da substância desencadeia. Neste período, reações desagradáveis são esperadas, pois é o modo como o corpo “pede” mais da sensação pela qual estava acostumado.

 

Os efeitos físicos

Já a dependência física está relacionada aos efeitos corpóreos relacionados ao processo de abstinência, como consequência a alterações adaptativas provenientes do mecanismo de tolerância.

Esse tipo de dependência associa-se a modificações causadas por uma exposição aos estímulos químicos, em especial na interação droga-receptor, podendo reduzir a quantidade de receptores como uma adaptação ao maior número de ligantes, assim quando retirado o estímulo, o número de receptores se tornam insuficientes gerando uma subestimulação da região afetada.

 

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