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Descobri que minha filha usa drogas, e agora?

Descobri que minha filha usa drogas, e agora?

É fundamental planejar como o tema será abordado.

Qualquer pessoa, de qualquer idade, sexo, gênero ou poder aquisitivo pode usar drogas e seu uso pode, frequentemente, desencadear uma dependência química. Qualquer pai ou responsável se preocupa com isso e busca proteger os filhos dessas situações. Mas muitas vezes, ainda que você busque informação e eduque seus filhos sobre prevenção do uso de drogas, a vontade de experimentar, se divertir, se rebelar ou mesmo a falta de habilidade para lidar com os problemas da vida podem levar qualquer um a experimentar e praticar o uso das drogas.

 

Como perceber?

No começo, notam-se atitudes diferentes. Percebe-se que a jovem está distante, que está reservada e preza, acima de tudo, pela privacidade. Você observa alterações físicas, como mudanças rápidas de peso, fala lenta e alterada. Talvez, um desleixo pessoal e descuido com sua imagem e higiene. Nota-se principalmente alterações comportamentais, como diminuição de produtividade no trabalho ou na escola, brigas, alterações de humores frequentes, ansiedade, falta de compromisso e responsabilidade. Comportamentos que, ainda que comuns, ao se repetirem com frequência demonstram-se contrários ao que você conhece da sua filha.

Para auxiliar na identificação de sinais, confira nosso infográfico: 7 Sinais de que seu familiar pode ser um dependente químico e estar precisando de ajuda.

 

A descoberta

Então, um dia você descobre que ela usa drogas. Encontra a substância em suas coisas, ou talvez um amigo acabe contando sem querer. Não importa como se descobre, a descoberta é sempre um choque que entristece e preocupa em demasia. Os primeiros pensamentos são desesperadores:

● O que fazer agora?

● Como lidar com isso?

● Há quanto tempo está usando?

● Como começou?

● Eu tenho uma dependente química em minha família?

 

Como posso afastar minha filha das drogas?

Não há uma receita pronta para lidar com isso. Cada caso é um caso. Seja por sua cultura familiar, seja por sua personalidade, ou mesmo o que está motivando o uso de narcóticos, as pessoas reagem a diferentes estímulos de maneiras muito diferentes.

No entanto, há algumas ações que são imprescindíveis para lidar com esta situação de uma forma assertiva, minimizando os riscos de agravar o problema:

 

1) Não entre em pânico

Evite confrontos diretos, agressividade e qualquer comportamento que possa gerar grande atrito e estresse na relação e que possa minar a confiança de seu familiar. Um embate irracional, sem informações, pode deixar a outra parte na defensiva e ter o efeito contrário, afastando a pessoa e talvez agravando os motivos que a fizeram buscar as drogas.

 

2) Busque informações

● Com o que você está lidando?

● Qual droga sua filha está utilizando?

● O que ela realmente faz no organismo?

● Onde e quando está utilizando?

● Ela consome sozinha, ou há um grupo de amigos que pode estar agindo como influenciador?

● Há quanto tempo isso vem ocorrendo?

● E por que sua filha está utilizando entorpecentes? 

É evidente que não é possível descobrir todas essas informações sem uma conversa direta sobre o assunto, e isso leva ao próximo passo: planejar como esse assunto pode ser abordado com a jovem de uma forma calma, sem atrito e sem brigas.

 

3) Prepare-se para a conversa

Muitas vezes, é difícil não se decepcionar com essa atitude, ou talvez não se irritar com o fato de que ainda que você busque sempre o melhor e se sacrifique pelo seu familiar, ele esteja desperdiçando suas oportunidades, tempo, dinheiro e saúde com uma alegria rápida e que trará apenas consequências ruins. É compreensível geração de atrito, a irritabilidade e imprevisibilidade em um debate direto. Mas é importante lembrar que a dependência química é uma doença, e que há motivos pelos quais a jovem está tomando essas atitudes.

Dessa forma, é fundamental planejar como o tema será abordado com a dependente química. Deve-se tentar uma abordagem mais amiga e compreensiva, mostrando que mais do que julgar, você tem o interesse sobre sua vida e o que está motivando essas atitudes.

Busque conhecer ao máximo o problema, exponha uma opinião clara, demonstre que você conhece sobre o assunto e principalmente, mostre preocupação com a situação e disposição para ajudar. Demonstre, acima de tudo, amor e atenção.

 

4) Busque orientação profissional

Ainda que a pessoa alegue que seja apenas uma experimentação e que não irá mais se repetir, o próximo e fundamental passo é buscar ajuda profissional. Procure informações, procure opções e converse com especialistas sobre o assunto, buscando identificar quais atitudes você pode tomar para tirar sua filha desse caminho e como prevenir que isso ocorra novamente.

 

É necessário amor

Sua filha, mais do que nunca, precisa de sua amizade e sua orientação, ainda que ela não tenha ciência disso.

Quer saber mais sobre o uso de drogas ou ficou com alguma dúvida? Compartilhe conosco seu comentário para que possamos ajudar você!