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Fazer psicoterapia é simplesmente conversar?

FAZER PSICOTERAPIA É SIMPLESMENTE CONVERSAR?

            Muitas vezes, de acordo com o senso comum, pensamos que fazer psicoterapia (com psicólogos) trata-se apenas de uma conversa, um desabafo e obtenção de todas as respostas para aquilo que deve ser feito, como numa conversa com um amigo. Até mesmo alguns profissionais de outras áreas acreditam estarem atuando como psicólogos nas situações exemplificadas, podendo agir além do que prevê suas profissões e funções. Na realidade, eles estão apenas sendo pessoas empáticas no exercício de suas humanidades, o que está longe, portanto, de ser um trabalho realizado por um psicólogo capacitado.

            É relevante destacar que todo psicólogo estudou, no mínimo, cinco anos de graduação (faculdade), sendo parte dessa formação, os estágios de atividades práticas onde trabalham diretamente com pessoas que procuram os serviços de psicologia oferecidos pela universidade ou por instituições parceiras. Além disso, muitos desses formandos buscam outros estágios e cursos extracurriculares para se aprimorarem. Outro aspecto importantíssimo é a psicoterapia pessoal realizada pelo próprio psicólogo em formação. Em outras palavras, o aluno de psicologia e mesmo psicólogo formado fazem tratamento com o objetivo de se habilitarem a lidar com as angústias de seus clientes, além de questões pessoais.

Tudo isso é uma ideia resumida dos elementos envolvidos para a formação desse relevante profissional que atua com responsabilidade na sociedade. E para tanto, esse profissional nunca deixará de se atualizar, de estudar e de se aprimorar, dada a complexidade da mente de nós seres humanos.

            Diante disso, por que um profissional dedica-se tantos anos durante a graduação, aprimora-se nas atividades da profissão, com psicoterapia pessoal e com estudos ao longo de toda a sua jornada de trabalho para apenas praticar as triviais conversas com aconselhamentos de senso comum? Justamente porque não se trata disso, pois o trabalho do psicólogo é muito mais complexo, delicado, responsável, técnico e fundamentado em teorias e práticas psicoterapêuticas.  Em outras palavras, numa entrevista inicial, o psicólogo irá analisar as queixas da pessoa através de técnicas psicológicas, considerando a sua personalidade e suas possíveis psicopatologias. A partir de então, o profissional avalia se poderá auxiliá-la e, caso seja possível, logo define um plano de atendimentos.

            Após a entrevista e a aceitação do cliente para o processo terapêutico, realizam-se psicoeducações, ou seja, educações sobre como funciona a TCC (Terapia Cognitiva Comportamental), uma abordagem psicológica aplicada pelos profissionais em nossa Clínica. Simultaneamente, o profissional inicia uma investigação das queixas do paciente e formula hipóteses que vão sendo testadas em conjunto com o paciente ao longo de todo o processo terapêutico, através de técnicas da TCC. Para isso o profissional necessita de boa formação, experiência teórica e prática, bom equilíbrio, respeito para com o ambiente terapêutico e escuta qualificada. Dessa forma, o psicólogo qualificado é capaz de desvendar sentimentos ocultos, qualificar aqueles identificados e eleger relevâncias, assim como de intervir de forma adequada em momentos apropriados. Além do mais, esse profissional pode utilizar alguns instrumentos psicoteápicos, como testes psicológicos que irão auxiliá-lo a identificar melhor as características de seus clientes que precisarão ser trabalhadas cuidadosamente.

            O profissional exemplificado neste texto é o Psicólogo Clínico, como os psicólogos que atuam em nossa Clínica. Há ainda o psicólogo do trabalho, o educacional, o esportivo, o forense, o hospitalar e outros especialistas, cada um com as particularidades de suas áreas de atuação. Cabe destacar que cada um desses profissionais devem se preparar de maneira especializada e não generalista.