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Mudança: Uma possibilidade e uma saída

Mudança: Uma possibilidade e uma saída

Certa vez, ouvi uma história que se intitulava “lagartas processionárias”, não sei de quem é a autoria, mas me foi apresentada pelo Prof. Dr. Paulo Sergio Emerique.

A história trata de lagartas que caminham uma olhando para o bumbum da outra, mas certa vez, um pesquisador colocou a cabeça da líder, ou seja, da primeira no bumbum da última, formando assim um círculo de lagartas.

Ao centro deste círculo, ele colocou um pote com as melhores guloseimas que uma lagarta desta espécie pode querer e também necessitar. Porém, as processionárias tem a característica de nunca abandonarem este processo, de se mover a partir da cauda da que vem à sua frente.

Elas caminharam por sete dias e sete noites, e foram assim se enfraquecendo até morrer, isso mesmo, elas morreram ao lado do pote que continha tudo o que elas necessitavam e adoravam.

Há pessoas que vivem uma vida inteira como as referidas lagartas, mas não apenas no sentido de não saírem de sua zona de conforto, também no sentido, de passarem uma vida toda com conflitos e repetições desastrosas, sem se atentarem para a possibilidade de mudança.

Muitas vezes, o medo da quebra de rotina, da saída da zona de conforto, esconde um pote cheio de guloseimas ao nosso lado e inclusive, não muito distante de nós. Mas as aparências enganam, pois nem sempre aquilo que imaginamos estar extremamente distante, está realmente tão longe. É possível, que sua zona de conforto, seja na realidade, uma grande zona de desconforto, ao manter vivo em sua vida, conflitos que podem ser mudados e melhorados.

A zona de conforto das lagartas, era o bumbum de sua parceira da dianteira e foi justamente isso, que as fez sofrer até o fim. O medo de olhar por outro ângulo, ou seja, de mudar o roteiro, foi o seu grande algoz.

Você já parou para pensar nos medos, conflitos, problemas, dificuldades, limitações (ou supostas limitações) que carrega? E se não fizer algo realmente diferente, carregará até o último dia de sua vida?

Se no experimento com as largas, pudéssemos colocar entre elas e o pote de guloseimas, um psicólogo clínico, muito provavelmente ele as ajudaria a entender que aquele momento requeria delas algo inovador.

Provavelmente esse profissional seria o elo entre as lagartas e o pote, seria ele o suporte para o enfrentamento do medo do novo e para a conscientização da existência do pote, até o acesso a ele.

Sendo assim, a psicoterapia, o tratamento ou processo psicológico, que qualquer indivíduo pode realizar, é o elo entre seu estado de sofrimento, de desânimo ou de conflito, com a possibilidade de novas, libertadoras, aliviantes e alimentadoras possibilidades.