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Nossa filha está usando drogas! O que faremos?

Filha e drogas

O uso de substâncias psicoativas pelas mulheres vem se tornando cada vez mais comum, neste artigo, você receberá orientações de como deve proceder de forma funcional em busca dos melhores resultados.

 

É crescente o aumento de uso de substâncias psicoativas pelas mulheres. Em todas as esferas, esta é uma questão delicada e muitas vezes amedrontadora, porém há o que ser feito de maneira funcional, ou seja, obter bons resultados. Por outro lado, em alguns casos, a família pode conduzir a situação de forma disfuncional acarretando consequências catastróficas para todos os envolvidos. Por isso a importância da orientação de um profissional qualificado, como de um psicólogo experiente que oriente o indivíduo e a família.

 

Estou lidando com um dependente químico?

Em primeiro lugar, quando um indivíduo está utilizando álcool e/ou outras drogas, não significa necessariamente que ele é um dependente químico. Os estágios do uso podem ser uso agudo, abuso ou dependência de substâncias psicoativas (diferenças que serão abordadas em um próximo artigo). Este diagnóstico depende da avaliação de um o profissional qualificado, inclusive, a sua gravidade (leve, moderado ou grave).

Muitas pessoas quando descobrem que um familiar está usando substâncias psicoativas, reagem com desespero e, logo, creem que se trata de uma dependência química e que necessita de internação. Porém, um usuário que consome um cigarro de maconha, por exemplo, a cada quinze dias, há aproximadamente seis meses, não se caracteriza ainda como um dependente dessa droga. Porém, esse uso ocasiona prejuízos para a vida do indivíduo, que se não tratado, podem evoluir para uma dependência química.

 

Quando iniciar o diálogo?

E como escolher o momento adequado para iniciar um diálogo sobre o assunto? O melhor momento é quando as pessoas não estão exaltadas e possuem algum tempo disponível para uma conversa. É indicado que a família combine uma reunião, com dia e horário agendados. Como exemplo, os pais podem se posicionar desta forma:

− Amanhã à noite, nos reuniremos para conversar. Não podemos adiantar o assunto, mas fique tranquila pois é uma reunião que visa o melhor para todos e nos entenderemos.

É interessante que todos possam relaxar antes de iniciar a conversa, como tomar um banho e alimentar-se. Isso tudo favorecerá a possibilidade de uma conversa funcional, que deve ser iniciada de forma pacífica e direta. Os pais podem dizer:

− Filha, sabemos que você eventualmente tem utilizado maconha, nos preocupamos com você e por isso essa reunião está acontecendo.  

Pode ser que neste momento a pessoa se exalte e também tente mudar o foco do assunto. No entanto, será importante aos pais terem paciência, autoridade e comando para se posicionarem:

− Filha, não estamos desrespeitando você, com gritos ou xingamentos, então não aceitaremos que você vá por esta linha. Acalme-se e vamos retomar o assunto, pois juntos vamos resolver o que for preciso.

A partir de agora, os pais podem pontuar as evidências que os fizeram concluir sobre o uso da substância e de que algo precisa ser feito a respeito. É importante que logo após esta fala, os pais ouçam a filha (o), sem sermões que, geralmente, não obtêm bons resultados. É necessário haver uma conversa em que a filha(o) possa explicar suas razões e seus pontos de vista, assim como os pais também. Neste momento, se a filha(o) chorar e/ou falar muitas coisas ao mesmo tempo, os pais podem pedir para que ela pare de falar, respire fundo, tome uma água e após alguns minutos tente falar de forma possam entendê-la.

 

Entender, escutar e ser paciente

É importante ressaltar que entender, escutar e ser paciente não são sinônimos de concordar passivamente com o que está sendo dito. Na verdade, essa postura trata-se de uma comunicação pacífica e funcional que oferece aos pais firmeza e autoridade diante de um assunto que, inicialmente, nem precisam dominar em grande escala. Gritar, bater e dar sermões é um autoritarismo que diminuirá a qualidade das relações familiares, da confiança entre os membros e poderá aumentar a confusão da jovem e da sua probabilidade de consumo da substância, assim como a incentivará a esconder o assunto.

 

Estabeleça limites e consequências

Após ouvir as razões que levou a filha (o) a consumir a substância, os pais devem estabelecer limites e consequências para o comportamento da (o) jovem. Por outro lado, se a (o) jovem não admitir o uso e não acatar os limites estabelecidos, os pais devem definir consequências claras, manter a postura firme, sem se influenciarem pela negação da filha (o), uma vez que estejam convictos das provas de uso da substância.

 

Seja firme, mas afetivo e carinhoso

De tal forma, os pais se posicionarão firmemente, mas com uma postura afetiva que demonstra cuidado, atenção e carinho para com a filha (o). Essa “mistura” de posturas facilitará significativamente a acolhida da (o) jovem em situação de uso de uma substância psicoativa, drogas, álcool e até mesmo o cigarro.

 

Prepare-se para a conversa

A dica é se preparar com antecedência para a conversa. Procure um profissional qualificado para um aconselhamento detalhado e respaldado em experiência e especializações no assunto. Também há bons textos sobre tal tema que são de fácil acesso e que podem ser lidos rapidamente para dar suporte aos argumentos dos pais.

Acompanhe a nossa página para obter mais informações! Não perca a próxima publicação que abordará dicas de consequências a serem aplicadas no caso exemplificado!

 

7 sinais de que seu familiar pode ser um dependente químico

 

 

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