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O que é transtorno do jogo compulsivo e quais os sintomas

O que é transtorno do jogo compulsivo e quais os sintomas

Entenda essa patologia que demanda atenção médica.

Os jogos e apostas tiveram os mais variados papéis no decorrer da história humana. Em alguns casos, eram tidos como diversão, em outros viravam disputas ou decisões de questões importantes, e em outras situações ainda, eram tidos como verdadeira heresia, um vício incurável, um problema quase tão sério quanto ter uma doença contagiosa.

Mesmo não sendo contagioso, o hábito de jogar pode se tornar uma compulsão e acarretar para o jogador uma patologia, neste caso, um transtorno mental e comportamental.

 

Compulsão

Antes de continuar, é preciso compreender que a compulsão não é algo que alguém controle por conta própria, tampouco pode ser classificada como “frescura” ou “teimosia”. Trata-se de um comportamento repetitivo, de um indivíduo cujo cérebro manda mensagens constantes de que precisa, mais e mais, (e em doses cada vez maiores) do elemento viciante.

 

Transtorno do jogo compulsivo

Quando se fala em transtorno do jogo compulsivo, os campeões de procura costumam ser os jogos de pôquer, bingo e caça-níqueis. Isso porque, via de regra, esses jogos já possuem características altamente competitivas, o que faz com que o jogador se iluda facilmente que seria capaz de ganhar numa próxima rodada – o que, diga-se de passagem, raramente acontece.

Enquanto perde, o jogador sofre decepções e joga novamente na tentativa de recuperar o que perdeu. Por outro lado, basta que vença uma única vez para que se renovem suas ilusões, seu vício se fortaleça por acreditar que pode vencer novamente e ele permaneça jogando uma infinidade de vezes mais.

 

Portadores do transtorno e a família

O que mais ocorre, na maioria dos casos de portadores de transtorno do jogo compulsivo, é o fato de que, além de apostar tudo o que tem, o jogador acaba por não ter o apoio necessário, uma vez que, em decorrência do próprio vício, a tendência é que a família vá se afastando do viciado, ou mesmo sendo gradativamente abandonada por ele.

Crendo que “pode parar quando quiser” e que se trata de um incompreendido pelos familiares, o jogador compulsivo se envereda, despercebidamente, por um caminho muitas vezes sem volta, que oscila entre perdas enormes e ganhos minúsculos (e cada vez mais raros).

Ao se iludir de que “joga apenas para se divertir”, o dependente de jogos age exatamente como quaisquer outros viciados: acreditando que a família está exagerando nos julgamentos, fica agressivo, vende tudo o que possui, perde no jogo, e depois, ao ver esgotados os recursos (muitas vezes os próprios e os da família toda), apela a empréstimo junto a agiotas, colocando a si e a outros inclusive em risco.

 

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Transtorno do jogo compulsivo é doença

Aceitando o problema ou não, o transtorno do jogo compulsivo é uma doença. 

Refere-se a um quadro psiquiátrico, que se caracteriza por comportamentos persistentes e problemáticos relacionados a jogos, e que demanda atenção médica, pois pode acarretar um nível de sofrimento muito grande ao indivíduo, além de outros prejuízos nas demais áreas de sua vida.

O cérebro humano é naturalmente programado, desde o nascimento, para buscar sempre pela sensação de bem-estar. Quando uma pessoa sofre de compulsão, há um descontrole dos neurotransmissores, e o cérebro associa o jogo a sensações de prazer.

Assim, quanto mais o jogador compulsivo aposta, mais dopamina o cérebro produz e melhor o indivíduo se sente. Com isso, o cérebro vai desejar repetir constantemente o comportamento que lhe causou essas boas sensações, e então surge a dependência, quase como uma obrigação que o próprio cérebro impõe ao indivíduo.

 

Sintomas

Como qualquer outra dependência, os principais sintomas gerados pela necessidade compulsiva de jogar envolvem tanto problemas emocionais e psicológicos (como estresse, dificuldade de concentração e alterações de humor, por exemplo) até dores físicas, insônia, ansiedade e alterações de apetite.

Nesses casos, a fixação pelo jogo dá ao viciado a sensação de que nada mais na vida lhe oferecerá o mesmo prazer.

Além disso, na maioria dos casos, o jogador compulsivo passa por momentos de sofrimento intenso, nos quais pode ocorrer de sentir-se culpado por jogar, preocupação em relação ao jogo por conta de experiências passadas, vergonha da família, entre outros.


Infelizmente, a maior parte das pessoas ainda não está preparada para identificar adequadamente os sintomas que caracterizam uma dependência. Contudo, independentemente de certezas, o importante é procurar ajuda, mesmo com a dúvida se há ou não uma patologia envolvida.

Um médico psiquiatra é sempre o mais indicado para assegurar um diagnóstico claro e apontar os caminhos a serem seguidos em cada caso.

 

O difícil reconhecimento do vício

Normalmente, os jogos que envolvem dinheiro são os que mais facilmente viciam. Por envolverem recompensas reais, a sensação de prazer acaba sendo maior.

Talvez a parte mais delicada do vício seja assumi-lo. Reconhecer-se incapaz de controlar as próprias atitudes pode ser uma tarefa difícil.

O problema está precisamente no fato de que essas pessoas percebem os danos que causam a si e aos que os rodeiam e, com o tempo, acreditam que não há mais como voltar atrás sem causar um dano ainda maior: a fragilização de sua própria dignidade frente a seus entes queridos.

Além disso, a sensação de impotência diante do vício imobiliza o dependente, que prefere comprometer as finanças, o trabalho, as relações familiares e sociais a abandonar o vício, pois isso implicaria em não ter o que, naquele momento, lhe é mais precioso, e sem o qual não consegue mais viver. Por conta disso, inclusive, muitas vezes o vício em jogo culmina em envolvimentos com atividades ilegais ou mesmo em tentativas de suicídio.

 

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Relação com outras enfermidades

Nem sempre a compulsão por jogos ocorre de forma isolada. Especialistas apontam que esse tipo de transtorno pode se manifestar associado a outras enfermidades de ordem psiquiátrica. Transtornos como a bipolaridade podem ser exemplos de condições que favorecem isso.

Quando o paciente é bipolar, ele não tem necessariamente um transtorno de personalidade. Trata-se mais de uma condição oposta à depressão: enquanto a pessoa depressiva fica sem ânimo para fazer nada, o paciente bipolar tem seus impulsos aumentados pela alteração de humor constantemente.

 

Diagnóstico profissional

Associada ou não a condições de bipolaridade, é imprescindível que o diagnóstico da compulsão seja preciso e feito por um profissional, a fim de poder delinear adequadamente os tratamentos para que se alcance resultados positivos e efetivos.

Embora atualmente haja várias ONGs que se envolvam em ações de apoio, os tratamentos que mais comumente obtêm respostas positivas e eficazes envolvem psicoterapia individual, grupos de apoio e atividades físicas, aliadas ao devido acompanhamento de médico psiquiatra.

 

Clínica Marcelo Parazzi

Se você ou algum familiar tem sofrido com transtorno do jogo compulsivo, nossa clínica pode ajudar.

Além de se fundamentar na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e oferecer todo o tratamento tradicional por meio de psiquiatras, psicólogos e psicanalistas para tratar compulsão por jogos, ansiedade, depressão e outros transtornos, a Clínica Marcelo Parazzi também dispõe de Terapia Holística, que desenvolve estratégias terapêuticas como Reiki, Yoga, Meditação, Constelação Familiar e Mindfulness (Consciência plena), para auxiliar no alcance de melhores resultados nos tratamentos dos pacientes, que são, comprovadamente, grandes aliados na recuperação desses indivíduos.

Estamos à disposição para auxiliar com a Terapia à Distância, realizando atendimento via Skype, inclusive para pessoas que residem fora do país. 

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