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Setembro Amarelo: como identificar e prevenir o suicídio

Setembro Amarelo: como identificar e prevenir o suicídio

A Clínica Marcelo Parazzi apoia esta Campanha.

Uma vida se perde a cada 40 segundos. Parece videogame, mas são dados reais, da Organização Mundial de Saúde (OMS). E nesse “jogo” da realidade, é cada vez mais alarmante o número de pessoas que atentam contra a própria vida. 

Diferentemente de um jogo, onde se pode reiniciar com uma ou até várias vidas, seria impossível trazer de volta as incontáveis pessoas que acabaram se transformando nessas tristes estatísticas.

 No entanto, ainda é possível evitar que novas vidas se percam, pois, na maior parte das vezes, o suicídio pode ser evitado, e por atitudes muito mais simples do que se imagina.

 Em 2015, o suicídio foi considerado a segunda maior causa de morte de jovens entre 15 e 29 anos. Desde então, é realizada uma campanha em nível mundial, intitulada “Setembro Amarelo”. A campanha tem por objetivo a informação e prevenção ao suicídio.

 

Por que Setembro?

Em setembro de 1994, o americano Mike Emme – um jovem de apenas 17 anos – cometeu suicídio. Em seu funeral, sem saber, seus amigos e familiares iniciaram um movimento de prevenção ao suicídio que, poucos dias mais tarde, já tomaria proporções inimagináveis. Posteriormente, no ano de 2003, a Organização Mundial de Saúde (OMS), já alarmada com os dados crescentes de suicídio entre jovens mundo afora, instituiu o dia 10 de setembro como Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

No Brasil, a partir de 2015, com o objetivo de reduzir essas estatísticas e inspirado pelo movimento de 1994, o mês foi escolhido para a realização da campanha de prevenção, conhecida hoje como “Setembro Amarelo”.

 

E por que amarelo?

Mike Emme era descrito por todos como um rapaz carinhoso e que ajudava a todos que podia. Com seu talento excepcional para a mecânica, reformou completamente aquele que seria seu primeiro carro, um Mustang 1968, e pintou-o de amarelo brilhante.

O carro chamava tanto a atenção que foi apelidado de “Mustang Mike”, e mais tarde acabou se tornando o cenário do suicídio de seu proprietário. Por isso, o amarelo foi a cor escolhida para homenagear Mike em seu funeral.

Na ocasião, foram distribuídos cartões com fitas amarelas, como uma forma de passar a mensagem às pessoas de que não há problema em pedir ajuda. Esse movimento ficou conhecido como “Yellow Ribbon” – em tradução literal do inglês, “fita amarela”.

Atualmente, a tradição da campanha ganhou o mundo com diferentes nomes, mas o objetivo permanece o mesmo: promover a informação, identificação e prevenção ao suicídio, fazendo com  que as pessoas que precisam de ajuda e não se sentem à vontade para pedi-la, saibam que não estão sozinhas nessa luta.

 

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Situações que podem aumentar a probabilidade da ocorrência

Do momento em que acabar com a própria vida é “apenas uma ideia” até a consumação, alguns fatores podem contribuir para aumentar as chances de alguém cometer suicídio.

Embora não se possa – nem deva – generalizar, a presença de doenças mentais como depressão, transtornos de personalidade (ou mesmo mentais, associados ao uso de álcool e outras substâncias), aspectos sociais como a solidão, perda de entes queridos, conflitos de identidade de gênero, ou ainda histórico de abusos sexuais na infância podem culminar em estados psicológicos propícios às tendências suicidas.

 Independente da causa, o mais importante é levar a sério os sinais cotidianos que a pessoa dá, que normalmente são encarados como “frescuras”, ou tentativa de chamar a atenção para si. Trata-se abertamente de um pedido de socorro que não deve, em hipótese alguma, ser ignorado.

 

Condições que auxiliam positivamente

Algumas atitudes, no entanto, não só auxiliam momentaneamente, como podem ter efeito preventivo, evitando que alguém tire a própria vida.

Estar aberto ao diálogo é a primeira delas. Muitas vezes, as pessoas só querem ser ouvidas, poder falar sobre seus sentimentos, inseguranças, sobre as saídas que não enxergam e as dificuldades que enfrentam. O diálogo de coração aberto, um simples conselho acolhedor, saber que não está só, nem precisa estar.

Isso tudo aumenta a autoestima, fortalece a fé, favorece as relações sociais, eliminando o isolamento e salvando muitas vidas, além de encorajar outras a buscarem ajuda profissional, quando necessário.

 

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Setembro Amarelo: verdades e mitos

 Dedicar um mês inteiro à identificação e prevenção de casos de suicídio tem levantado algumas questões relevantes, sobre as quais ainda pairam muitas dúvidas. Mas como diferenciar algumas crenças fantasiosas em torno do suicídio, daquilo que realmente procede? Seguem algumas dicas para ajudar a identificar verdades e mitos a esse respeito:

 

Verdades

  • O suicídio pode ser evitado;

  • Pessoas com tendências suicidas comentam antes com amigos e familiares sobre suas intenções;

  • Falar abertamente sobre o assunto ajuda;

  • A maior parte dos casos de isolamento social é por vergonha de se expor;

  • A presença de doenças e transtornos mentais e psicológicos aumenta as chances de suicídio;

  • Suicidas em potencial preferem o isolamento, e podem já ter cogitado várias vezes a hipótese de tirar a própria vida;

  • O risco de suicídio pode aumentar após uma hospitalização (por uma primeira tentativa frustrada).

  • Você pode ajudar.

 

Mitos

  • O suicídio ocorre de repente e sem sinais anteriores;

  • Falar sobre suicídio induz ao ato;

  • Tendências suicidas são hereditárias;

  • Uma vez que tenha tentado suicídio, a pessoa tentará indefinidamente até conseguir consumá-lo;

  • Pessoas com tendências suicidas só querem chamar a atenção;

  • Pensar em suicídio é resultado de um fator isolado;

  • Nunca vai acontecer comigo, nem com meus amigos.

 

A campanha Setembro Amarelo tem ajudado milhares de jovens, mundo afora, nos últimos 25 anos. Ao precisar de ajuda e não sabe a quem pedir, entre em contato com o Centro de Valorização à Vida, pelo site www.cvv.org.br ou pelo telefone 188. O atendimento é 24 horas, a ligação é gratuita, e não é preciso se identificar.

 

A Clínica Marcelo Parazzi

A Clínica Marcelo Parazzi também apoia a campanha Setembro Amarelo.

Além disso, trata os mais variados transtornos a partir da interdisciplinaridade e, fundamentalmente, da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), ensinando o indivíduo sobre sua psicopatologia, entendendo seu histórico  ao longo do tempo e intervindo com técnicas que auxiliarão a pessoa a sair dessa condição limitadora em diversos sentidos. Basta agendar a primeira consulta. Ela é gratuita e pode ser realizada via skype.

 

Você já sofreu ou conhece alguém que sofre com essas condições? Compartilhe com a gente sua experiência, nós podemos ajudar!