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Um novo destino para a infelicidade

UM NOVO DESTINO PARA A INFELICIDADE

Naturalmente o nosso humor oscila, por exemplo, entre felicidade e infelicidade, ou tristeza, porém, há pessoas que se sentem infelizes, na maior parte do tempo e não estão conseguindo mudar este cenário.

Quando algo em nós persiste, o indicado é dar um tempo, mínimo que seja, para refletir olhando, neste caso, para si e realizar uma análise. Ocorre que as vezes, conseguimos encontrar respostas, mas em outras, não conseguimos se quer, parar sozinhos para iniciar tal avaliação.

As origens dessa baixa de humor, podem ser as mais variadas possíveis e podem muitas vezes, trazerem consigo a depressão. Mas não necessariamente, pois também pode ser uma fase que determinada pessoa, está passando e que é facilmente ligada há alguma perda ou dificuldade, no trabalho, por exemplo.

O que gostaríamos de trazer como a maior contribuição deste texto de hoje, para vocês, é chamar a atenção, para o fato de que nosso humor depende da forma como interpretamos nossa realidade. Tanto a nossa realidade interna, como por exemplo, a maneira como nos vemos, quanto a externa, a maneira como entendemos os outros ou imaginamos que os outros nos entendem.

Isso significa dizer, que muitas vezes sofremos sem a real necessidade, ou seja, se alguém desenvolveu ao longo de sua vida, a crença de que não se é amado, por ter possuído pais que não tinham boas habilidades emocionais e, portanto, não conseguiam transmitir o que sentiam ao filho, tal pessoa pode vir a distorcer gestos que receba dos outros como confirmação do não ser amado.

Vamos exemplificar com uma estória fictícia: Um homem criado a partir do exemplo acima citado, acredita não ser amado por sua mulher sempre que a mesma não lhe oferece carinho em determinado dia.

Na realidade esta mulher se comporta normalmente, pois assim como ele, não são todos os dias que ela está atenta ao dar carinho ou mesmo não deseja ou está disposta diariamente a promover isso, mas ela lhe ama. Porém, a partir da crença que ele desenvolveu, neste caso desde a infância, de que é um homem incapaz de ser amado por outra pessoa, sempre que a mulher falta com o carinho, interpreta como uma reafirmação de sua crença e se vê triste.

Cabe dizer, que muitas vezes, isso ocorre de maneira automática, ou pré-consciente, ou seja, o indivíduo nem percebe o mecanismo, ou a regra que criou para si. Apenas reage automaticamente e tudo é muito rápido e real para ele, sendo que a partir daí ele se comporta, que é o mesmo que dizer, que a maneira como percebemos ou interpretamos as situações, determinarão como nos comportaremos.

Voltando ao que estávamos dizendo anteriormente e agora ligando os pontos, é possível que o homem acima citado, viva a maior parte do tempo ao lado de sua mulher, infeliz com o relacionamento. Como vimos, sua interpretação se baseia em uma crença desenvolvida há muitos anos, a partir de sua relação com os pais e que é reproduzida em seu casamento.

Então temos uma mesma situação que é interpretada de duas formas ao menos, uma forma que é a do homem e outra que é a da mulher e esta última por sua vez, sente algo estranho no comportamento do marido, porém, acredita que tudo está bem, pois ele não falou sobre isso com ela.

Temos para o homem do exemplo, uma infelicidade que vai tomando conta de seu humor, de seu casamento, de seu cotidiano, que se sente não amado, mas que não sabe o que fazer com isso e se vê preso nesse ciclo vicioso.

É nesse lugar que pode entrar a psicoterapia, pois esse homem, ou esse casal em algum momento pode escolher encarar o que está havendo e buscar ajuda profissional de um psicólogo para isso. A queixa desta pessoa ao chegar para uma entrevista inicial psicológica, poderia ser: “Estou infeliz em meu casamento, pois não sou amado por minha esposa e também estou confuso e não sei o que fazer com isso”.

Caberá ao profissional investigar esta demanda, esta queixa e sendo o desejo da pessoa em iniciar um processo psicoterapêutico, aprofundar em seu histórico de vida, buscando entender o presente, mas ao mesmo tempo, entender a constituição desta subjetividade ao longo do tempo. Ou seja, conhecer a personalidade, as crenças, as regras, os pensamentos distorcidos ligados ao seu humor e comportamento no dia a dia.

Desta forma o profissional conduzirá este homem a se conhecer melhor, a conhecer melhor esta esposa e casamento e desta maneira, amenizar este sofrimento, esta infelicidade e ampliar sua saúde mental por intermédio de interpretações acerca dos gestos da esposa, mais funcionais e também de um entendimento maior de suas crenças distorcidas.

Referências:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-82712009000100008&lang=pt

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462008000600002&lang=pt

 

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