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Tratamento Ambulatorial ou internação, qual a melhor opção para o dependente químico?

Tratamento Ambulatorial ou internação, qual a melhor opção para o dependente químico?

Conheça as diferenças entre um tratamento ambulatorial e uma internação.

O número de dependentes químicos tem crescido não só no Brasil quanto no mundo todo, por isso, novas opções de tratamento para a doença têm surgido. Assim, tanto o tratamento ambulatorial, quanto internação para dependentes químicos se tornam opções para os que enfrentam o problema.

No entanto, na hora de buscar ajuda, muitas famílias e até mesmo o próprio dependente fica em dúvida sobre qual é o melhor para ele. Neste sentido, trouxemos para você alguns esclarecimentos sobre o tratamento ambulatorial e sobre a internação para dependentes químicos. Leia também o artigo A verdade que nunca ninguém contou sobre internação gratuita para dependentes químicos.

 

Diferenças entre um tratamento ambulatorial e uma internação

Existem muitas diferenças entre os dois tipos de tratamento e neste sentido, é preciso compreender, como é desenvolvido o trabalho.

 

Tratamento Ambulatorial

O Tratamento ambulatorial é desenvolvido em ambiente aberto onde o dependente químico permanece no seu meio. Existem várias maneiras de desenvolver tratamento ambulatorial, que pode ser feito com o acompanhamento de um médico psiquiatra, ou através das unidades de CAPS ou CAPS AD.

Dentro desta perspectiva, é importante destacar que o tratamento ambulatorial pode utilizar de medicamentos para diminuir os efeitos da abstinência no corpo do dependente químico, mas estes devem ser prescritos por profissionais adequados.

Outra metodologia muito utilizada no tratamento ambulatorial é a chamada redução de danos. A redução de danos pode ser compreendida como uma forma de fazer com que o indivíduo se torne mais aberto ao tratamento sem abandonar por completo o uso das drogas. Neste caso, não exige-se dele que faça uma abstinência total das substâncias.

Comumente na redução de danos, dependentes químicos abandonam drogas consideradas de alto impacto e dano ao organismo, como é o caso da cocaína e do crack. No entanto, o dependente químico não abandona por completo o uso, substituindo essas drogas por maconha e cigarro. A redução de danos reconhece a abstinência das drogas como resultado ideal, mas pode aceitar alternativas que reduzem os danos.

No entanto, o risco maior dentro do tratamento ambulatorial é o fato de que o dependente químico não seja totalmente honesto. Uma vez que se ele faz o uso de medicação controlada, não pode fazer o uso de drogas. Por isso, o acompanhamento médico e familiar deve ser adequado, evitando consequências mais graves ao indivíduo.

Nota-se que os casos de tratamento ambulatorial são aqueles em que o indivíduo tem consciência do vício e do quanto ele pode ser prejudicial, mas é capaz de estabelecer um compromisso de tratamento. Nestes casos, ele também não corre o risco de morte e consegue decidir por si só o que fazer.

O indivíduo ainda tem controle de sua vida, ações e ainda consegue desenvolver outras atividades além da droga, como por exemplo trabalhar. Sendo assim, o tratamento ambulatorial é bastante indicado nestes casos.

 

Tratamento de internação para dependentes químicos

A internação para dependentes químicos consiste em um modelo de tratamento para dependência química onde o indivíduo sai do convívio da sociedade por um determinado período de tempo.

Este tempo é determinado de acordo com as necessidades de cada indivíduo, podendo variar entre seis a nove meses, estendendo-se para 12, em casos mais graves.

Existem dois modelos de internação:

 

Internação consentida

Consiste em um modelo de internação no qual o indivíduo vai por vontade própria.

 

Internação compulsória

É um tipo de internação na qual o indivíduo é internado contra a sua vontade. Nestes casos, ela deve ser realizada através de pedido da família e intervenção do Ministério Público. Ela só é indicada em casos extremos, onde o indivíduo corre o risco iminente de morte.

Ainda dentro da internação existem dois modelos:

 

Comunidades Terapêuticas

Trata-se de uma internação no qual o indivíduo fica abstinente de todas as drogas, geralmente sem intervenção medicamentosa, a não ser em casos extremos. O modelo de tratamento destas instituições baseia-se em métodos religiosos, disciplina e aprendizado que visam a reinserção social do indivíduo à sociedade.

Este modelo pode contar ainda com trabalhos laborais que visam a própria organização do ambiente, como por exemplo, trabalhos culinários. Também conta com palestras e grupos de apoio.

As comunidades terapêuticas geralmente não acolhem indivíduos que não desejam estar lá, ou seja, aqueles de internação compulsória, pois acreditam que o primeiro passo para se estar ali é querer se livrar do vício.

 

Internações Clínicas

A internação para dependentes químicos consiste em um modelo de internação que utiliza medicamentos para o controle da abstinência. Dentro destas instituições o indivíduo conta com o apoio de uma grande equipe médica e desenvolve atividades que visam sua melhora física e mental.

Estas clínicas recebem tanto pacientes que desejam, quanto aqueles que não desejam estar ali. É um modelo de internação que visa o trato medicamentoso bem como, o afastamento do indivíduo do convívio da sociedade.

 

Como decidir o que é melhor para um dependente químico?

O primeiro passo a ser tomado é o de entender a disposição do indivíduo. Muitos estão dispostos a estabelecer um compromisso para sua recuperação. No entanto, até mesmo aqueles que querem ficar longe da droga encontram algumas dificuldades para se tratar em seu meio de convivência. Nestes casos a internação para dependentes químicos é a melhor alternativa. Outros conseguem exercer suas atividades e podem adotar outros métodos para controlar o vício, sendo bastante responsáveis pelo seu tratamento. Nestes casos, a internação ambulatorial é indicada.

A família e o indivíduo devem optar pelo tratamento que melhor se adequa às suas necessidades. No entanto, no desespero de afastá-lo das drogas, muitas famílias já querem partir para a internação. A opinião de um médico especialista se torna importante tanto nos casos de tratamento ambulatorial, quanto nos casos de internação para dependentes químicos.

O melhor a se fazer é estabelecer um diálogo franco com o indivíduo, oferecendo ajuda e apoio para que ele consiga sair desta situação.

 

A importância dos grupos de apoio

Os grupos de apoio, tanto para famílias quanto para os dependentes, também podem auxiliar na decisão da internação para dependentes químicos. Eles também serão importantes na fase posterior ao tratamento, oferecendo o apoio e suporte que todos necessitam mediante suas fragilidades, em detrimento das drogas.

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Ficou com dúvidas sobre tratamento ambulatorial e internação, ou quer saber mais sobre qual a melhor opção para o dependente químico? Entre em contato conosco. Nós podemos ajudá-lo!

 

 

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