Exemplos mais comuns de Síndrome de Burnout

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Exemplos mais comuns de Síndrome de Burnout

Conheça os principais tipos de Síndrome de Burnout, seus sintomas, diferenças em relação ao estresse, fatores de risco e formas de prevenção e tratamento com ajuda profissional.

Especialmente por conta do período de pandemia pelo qual passamos, uma das maiores adversidades das empresas hoje é o crescimento de casos de Síndrome de Burnout, um problema relacionado ao trabalho e ao estilo de vida que se leva nesse ambiente, ou por causa dele.

Mas o que pouca gente sabe é que há vários tipos dessa Síndrome, e que alguns podem ser evitados.

O que é Síndrome de Burnout?

A Síndrome de Burnout é um fenômeno relacionado ao trabalho, associado ao estresse crônico que não foi administrado de maneira adequada. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ela envolve três características principais: sensação de esgotamento ou falta de energia, aumento do distanciamento mental em relação ao trabalho ou sentimentos de negativismo e cinismo sobre a atividade profissional, e redução da eficácia no trabalho.

Na Classificação Internacional de Doenças (CID-11), a OMS classifica o Burnout como um fenômeno ocupacional, e não como uma condição médica. Por isso, seus sinais precisam ser avaliados considerando o contexto profissional e o impacto que o estresse persistente exerce sobre a vida do trabalhador. Leia também Esgotamento profissional: problema entra na lista oficial da OMS em meio a uma alta de diagnósticos.

A Síndrome de Burnout

Absolutamente todos os seres humanos apresentam, em algum momento da vida, certo nível de cansaço e apatia. Contudo, a diferença é gritante nos casos de Burnout, e se dá de forma progressiva, ou seja, quando ocorre um esgotamento físico e mental que torna a pessoa apática e desestabilizada, uma pessoa que perdeu nitidamente a vontade de fazer suas tarefas, das mais simples às vitais.

O que acontece, na verdade, e que torna Burnout uma síndrome tão séria, é que ela engana as pessoas, porque surge aparentemente silenciosa, disfarçada de estresse comum por conta do trabalho, mas que se agrava pela pressão sofrida e pela sensação de incapacidade e frustração e chega a níveis crônicos.

Burnout é diferente de estresse?

Embora estejam relacionados, estresse e Burnout não são exatamente a mesma coisa.

O estresse pode aparecer diante de situações de pressão, cobranças ou mudanças e pode diminuir quando a situação que o provoca é resolvida ou quando a pessoa consegue se recuperar.

O Burnout está relacionado ao estresse crônico no ambiente de trabalho que não foi administrado com sucesso. Segundo a OMS, ele envolve esgotamento, distanciamento mental ou sentimentos negativos em relação ao trabalho e redução da eficácia profissional.

Por isso, sentir cansaço depois de um período intenso de trabalho não significa, por si só, que uma pessoa esteja com Burnout. É necessário observar a persistência dos sinais, sua relação com o trabalho e o impacto que eles provocam no funcionamento profissional e pessoal.

Sintomas mais comuns

A Síndrome de Burnout é um processo progressivo que, se não for tratado, pode ter sérias consequências de saúde mental e física.

Alguns dos sintomas mais comumente apresentados são a ansiedade e a depressão, que por si mesmas já são motivos de inúmeras faltas e demissões no trabalho.

Burnout no Brasil: o que mostram os dados?

A Síndrome de Burnout também aparece nos registros de saúde do Brasil. Um estudo epidemiológico publicado na Revista Brasileira de Medicina do Trabalho analisou notificações realizadas entre 2014 e 2024 e identificou 1.458 casos no período. Segundo a pesquisa, 2024 concentrou 28,4% das notificações, o maior percentual observado na série analisada, enquanto a região Sudeste reuniu 52,8% dos registros.

O levantamento também mostra que o problema pode provocar impactos importantes sobre a capacidade de trabalho. Entre os casos analisados, 69,34% tiveram como evolução registrada a incapacidade temporária.

Esses números devem ser interpretados com cautela, pois representam casos notificados e não a quantidade total de pessoas que apresentam sintomas de Burnout no país. Ainda assim, ajudam a demonstrar a relevância do problema para a saúde do trabalhador.

Sintomas que variam

Um dos fatores que mais dificultam o diagnóstico é que, conforme o tipo de Burnout, há diferentes sintomas que se manifestam, uns gradativamente, outros nem tanto.

Os mais comuns envolvem baixa autoestima, sensação de esgotamento físico e mental, fracasso ou impotência, sentimento de não realização pessoal, estados persistentes e contínuos de inquietação, problemas de atenção e concentração, dores de cabeça, insônia, impaciência e até comportamentos violentos.

Um bom psicólogo costuma ajudar portadores de Burnout a melhorarem essas condições, e deve ser consultado com urgência, caso vários desses sintomas sejam percebidos juntos.

 

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Existem diferentes perfis de Burnout?

A literatura científica apresenta modelos que procuram identificar diferentes formas de manifestação do Burnout. Um deles descreve três subtipos: o perfil frenético, associado à sobrecarga e ao envolvimento excessivo com o trabalho; o perfil subdesafiado, marcado pela indiferença, falta de desenvolvimento e tédio; e o perfil desgastado, relacionado à negligência, à sensação de falta de reconhecimento e à perda de controle sobre as próprias tarefas.

Esse modelo foi estudado também no Brasil. Uma pesquisa com 407 profissionais da atenção primária avaliou a versão brasileira do Burnout Clinical Subtype Questionnaire (BCSQ-36/BCSQ-12) e encontrou propriedades psicométricas adequadas para avaliar esses três perfis nessa população.

Isso não significa que todas as pessoas com Burnout passem obrigatoriamente pelos três perfis. Eles representam diferentes padrões de manifestação do esgotamento relacionado ao trabalho e não substituem a avaliação individual realizada por um profissional.

Exemplos mais comuns de Síndrome de Burnout

Mesmo com os sintomas físicos e psicológicos similares, há três principais fatores que caracterizam tipos diferentes de Burnout, com suas respectivas peculiaridades, e que consequentemente demandam tratamentos específicos para cada um.

1. Esgotamento de sobrecarga

Esse tipo de esgotamento é bastante conhecido e peculiar. Parece absurdo, mas alguns indivíduos simplesmente começam a colocar em risco sua própria saúde física e mental, em nome de tentativas de alcançar seus planos e projetos.

Contraditoriamente, ao planejar esse sucesso pessoal acabam trabalhando freneticamente e se entregando a uma sobrecarga que gera esgotamento físico e mental.

2. Esgotamento por depreciação

Nesses casos, evita-se a qualquer custo adquirir novas responsabilidades, pois há uma sensação de indiferença bastante característica, como uma falta de vontade de fazer qualquer coisa no trabalho, como se nada valesse o esforço.

O indivíduo se desassocia aos poucos dos próprios sonhos e perde o prazer de trabalhar.

3. Desamparo

Intitulado informalmente de “estágio terminal de Burnout”, o desamparo é o resultado de processos contínuos de negligência dos sintomas.

Quando chega a esse nível, a pessoa já não consegue sequer fazer progressos em suas responsabilidades, fica o tempo todo desmotivada e passiva, desistindo de enfrentar qualquer mínima barreira que se apresente.

A “última gota”

É preciso entender que, independentemente de tipo, a Síndrome de Burnout é como se qualquer minúscula atividade representasse “a última gota”, mas em um copo que já transbordou.

O indivíduo se expõe continuamente a um excesso de número ou carga de atividades, passa por dificuldades nas relações interpessoais, fica sem apoio emocional, não possui informação e se sente simplesmente incapaz de desempenhar bem suas tarefas.

Ajuda profissional é fundamental

Mas esses são apenas os tipos e sintomas mais genéricos. Cada ser humano é único, assim como seus limites.

Desta forma, é importante estar atento, pois cada pessoa pode sofrer de formas diferentes de esgotamento, e o diagnóstico correto é o único modo de saber quais pontos do problema devem ser atacados primeiro.

O recomendável em absolutamente todos os casos de Burnout, diagnosticados ou suspeitos, é buscar ajuda, pois sem o tratamento devido, esses problemas podem se tornar muito mais graves.

O melhor é prevenir

A prevenção costuma ser o melhor começo: é preciso identificar quais os momentos e ambientes que podem causar situações de estresse e ansiedade, a fim de evitar que afetem tanto os indivíduos.

Ao perceber qualquer indício de  sintomas de estafa ou estresse crônico, o melhor a ser feito é afastar-se das circunstâncias e situações geradoras desse estresse e procurar profissionais de saúde, para que eles possam ajudar da melhor forma possível.

Pois viver de forma saudável é sempre estar em um ambiente seguro, leve e que nos permita amadurecer em todas as esferas de convivência.

A prevenção do Burnout não depende apenas de mudanças individuais. O ambiente profissional também pode contribuir para o surgimento ou agravamento do estresse ocupacional.

Pressão excessiva de tempo, jornadas prolongadas, falta de controle sobre as tarefas, ausência de apoio e problemas na organização do trabalho estão entre os fatores que podem favorecer o estresse ocupacional e o Burnout. Por isso, medidas preventivas também podem envolver mudanças na distribuição das atividades, nos horários, na comunicação e na organização do trabalho.

Cuidar da saúde mental no trabalho, portanto, é uma responsabilidade compartilhada entre trabalhadores, gestores e organizações.

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Perguntas frequentes sobre Síndrome de Burnout

O que é Síndrome de Burnout?

A Síndrome de Burnout é um fenômeno relacionado ao trabalho, associado ao estresse crônico que não foi administrado adequadamente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), caracteriza-se por esgotamento, distanciamento mental ou sentimentos negativos em relação ao trabalho e redução da eficácia profissional.

Quais são os principais sintomas de Burnout?

Os sinais mais comuns incluem esgotamento físico e mental, falta de energia, dificuldade de concentração, irritabilidade, alterações no sono, sensação de incapacidade e perda de interesse pelo trabalho. Esses sinais precisam ser avaliados em conjunto e considerando sua relação com o ambiente profissional.

Qual é a diferença entre estresse e Burnout?

O estresse pode ser uma resposta temporária a situações de pressão e pode diminuir quando a situação estressante é resolvida. O Burnout está relacionado ao estresse crônico no trabalho que não foi administrado com sucesso e envolve esgotamento, distanciamento mental ou sentimentos negativos em relação ao trabalho e redução da eficácia profissional.

Quais são os três tipos de Burnout?

Alguns modelos científicos descrevem três perfis de Burnout: o frenético, associado à sobrecarga e ao envolvimento excessivo com o trabalho; o subdesafiado, marcado pela falta de desenvolvimento, indiferença e tédio; e o desgastado, relacionado à negligência, à falta de reconhecimento e à sensação de perda de controle. Esses perfis não correspondem a uma classificação oficial da OMS.

Burnout pode acontecer fora do trabalho?

Segundo a OMS, o termo Burnout deve ser utilizado especificamente no contexto ocupacional. Pessoas podem apresentar estresse, esgotamento emocional ou outros problemas relacionados a situações familiares, sociais ou pessoais, mas essas experiências não devem ser automaticamente classificadas como Burnout.

Quando procurar ajuda profissional para Burnout?

A ajuda profissional é indicada quando o esgotamento, a perda de interesse pelo trabalho, as dificuldades de concentração, as alterações do sono ou outros sinais começam a persistir e interferir na rotina e na qualidade de vida. A avaliação profissional ajuda a compreender a origem dos sintomas e a identificar a melhor forma de tratamento.

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