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Aspectos emocionais do tabagismo

Aspectos emocionais do tabagismo

Um problema que vai muito além da dependência química.

Nos dias atuais, o tabagismo virou um tema bastante discutido. A pandemia de Covid-19 trouxe consigo um grande reforço aos esforços da brigada antitabagista, que datam de várias décadas atrás. Afinal, em tempos nos quais poder respirar livremente é considerado um privilégio, o adjetivo “fumante” acaba não sendo exatamente uma qualidade, e sim um perigo.

O tabagismo, que no século XX chegava a simbolizar status e poder, atualmente é bem mais conhecido por sua outra face: a de uma das dependências químicas mais difíceis de todos os tempos.

A nicotina presente no tabaco é uma substância altamente viciante, pois ilude o organismo com uma falsa sensação de bem-estar. O problema é que, aos poucos, o organismo passa a sentir uma necessidade cada vez maior dessa substância, o que caracteriza a dependência propriamente dita – fase na qual a abstinência se torna um problema real de saúde do fumante.

 

Dependência

No entanto, há muitos outros aspectos envolvidos na dependência do tabaco. Uma das principais dificuldades percebidas quando o fumante quer largar o vício diz respeito a componentes emocionais, sejam eles ligados a traumas (quando o tabagista se utiliza do fumo numa tentativa de se acalmar), preocupações com o aspecto físico (quando há excessivo receio de engordar após o abandono do vício) ou mesmo algo ligado à própria dependência em si.

Para o dependente, o tabagismo funciona como uma muleta de equilíbrio emocional, sem a qual ele acredita que não conseguirá seguir em frente. Sob esse ponto de vista, se torna fundamental o apoio – e não o julgamento – das pessoas que o cercam, pois, para deixar de fumar, somente força de vontade pode não ser o suficiente.

Não há um manual que funcione para todos, mas alguns estudos já comprovam, inclusive, que tabagistas que contam com o acolhimento e a compreensão de seus familiares e amigos alcançam maior efetividade no processo de desintoxicação e abandono do vício.

 

Alterações no estado emocional

Sendo a nicotina uma droga extremamente rápida, ela atinge o cérebro em torno de 7 a 19 segundos após ter sido inalada, e age no Sistema Nervoso Central liberando os neurotransmissores, gerando estímulos que causam a sensação de prazer. É por isso que muitos fumantes alegam que o ato de fumar os acalma, pois os efeitos dessas substâncias são capazes de alterar o estado emocional – e, consequentemente, o comportamento – do fumante.

É importante ressaltar que essas alterações de comportamento não ocorrem de forma natural, mas sim química, assim como ocorre com outras drogas: os efeitos são psicoativos, ou seja, agem diretamente no cérebro, alterando as percepções das emoções e o comportamento como um todo.

No entanto, como os efeitos gerados pelos psicoativos possuem uma duração muito curta, o fumante, novamente, sente logo a necessidade de voltar a experimentar aquela sensação de prazer, e para que ela dure mais, acaba repetindo-a, construindo assim o hábito de fumar em doses cada vez maiores.

Da mesma maneira, o cérebro, que se acostuma ao estímulo artificial de prazer, passa a exigir o consumo dessas substâncias, pois entende que elas são necessárias ao bem-estar do indivíduo.

 

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Necessidade de reposição da nicotina

É óbvio que, fisiológica ou emocionalmente para o ser humano, quanto maior o prazer, melhor. Por conta da dependência, o fumante encontra cada vez mais simbolismos e significados – que alguns interpretam como “apenas uma boa desculpa” – para fumar mais e mais. Assim, ora ele irá fumar por se sentir triste, ora para comemorar algo ou desestressar, ou meramente para alimentar a sensação de conforto gerada pelo cigarro. Independentemente da razão, um só objetivo está por trás disso tudo: a necessidade de reposição da nicotina, à qual o organismo já está habituado.

Vale sempre lembrar que a dependência química nunca envolve pura e simplesmente agentes químicos. Envolve também questões biopsicossociais, ou seja, possui fatores biológicos (a substância química em si), psicológicos (emocionais) e sociais (cultura ou comportamento no contexto em que o fumante vive). Com base nisso, a simples decisão de parar de fumar não bastaria, por mais força de vontade que se tenha.

 

Tratamento para abandonar o tabagismo

Atualmente, o melhor tratamento para deixar o tabagismo ainda é decidido por equipe multidisciplinar, e inclui o atendimento psicoterapêutico, a fim de analisar mais de perto os procedimentos, caso a caso, e oferecer um tratamento realmente eficaz.

 

O auxílio da psicoterapia no tabagismo 

Antes de mais nada, é preciso compreender que o tabagismo é um vício, o que implica em um comportamento compulsivo que traz consigo a ansiedade. Em um círculo vicioso – e essa palavra não é usada à toa – o tabagista tenta amenizar a ansiedade fumando compulsivamente, e essa compulsão gera ainda mais ansiedade.

Desta forma, levando em consideração esses fatores comportamentais e emocionais envolvidos na dependência química, faz todo o sentido pensar em psicoterapia pois, nesse tipo de tratamento, o paciente será levado a falar sobre suas aflições – o que já ajudará na diminuição da ansiedade – bem como a encarar sua própria realidade, diagnosticando precisamente qual o tamanho da necessidade de companhia e acolhimento que ele busca, e o que está faltando em sua vida ou suas relações do dia a dia, ao ponto de buscar esse tipo de conforto no tabagismo.

Partindo daí, em um outro momento da terapia, o foco passa a ser na cessação do tabagismo, com base na ressignificação das emoções, do apego do fumante às sensações que o cigarro falsamente lhe passa, e, consequentemente, a redução inicial até a substituição total dos comportamentos compulsivos por comportamentos e hábitos saudáveis, tanto física quanto emocionalmente.

A psicoterapia permite ainda acessar e entender cada um dos aspectos envolvidos no tabagismo como um padrão individualizado, diagnosticando assim com maior precisão o nível de dependência química e afetiva, além de discutir estratégias adequadas a cada caso, encaminhando inclusive para outros especialistas, se necessário.

A figura do especialista pode até facilitar o caminho para deixar o vício, mas a compreensão de que o tabagismo não é apenas “problema de quem fuma” é imprescindível, pois a árdua tarefa de seguir qualquer tipo de tratamento nesse sentido alcançará os efeitos desejados muito mais rapidamente se o paciente puder contar com o apoio e colaboração dos familiares e das pessoas que o cercam.

 

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A Clínica Marcelo Parazzi

Se você ou algum familiar está sofrendo com o tabagismo, nossa clínica pode ajudar.

Além de se fundamentar na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e oferecer todo o tratamento tradicional por meio de psiquiatras, psicólogos e psicanalistas para tratar dependência de tabaco, ansiedade, depressão e outros transtornos, a Clínica Marcelo Parazzi também dispõe de Terapia Holística, que desenvolve estratégias terapêuticas como Reiki, Yoga, Meditação, Constelação Familiar e Mindfulness (Consciência plena), para auxiliar no alcance de melhores resultados nos tratamentos dos pacientes, que são, comprovadamente, grandes aliados na recuperação desses indivíduos.

Estamos à disposição para auxiliar com a Terapia à Distância, realizando atendimento via Skype, inclusive para pessoas que residem fora do país.

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