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Terapia Cognitivo-Comportamental e fobia social: como é o tratamento

Terapia Cognitivo-Comportamental e fobia social: como é o tratamento

Técnicas que trabalham em conjunto a cognição, as emoções e o comportamento, direcionando todas as energias para melhorar os sintomas.

Saiba como é a relação Terapia Cognitivo-Comportamental e fobia social.

A fobia social tem se apresentado de forma cada vez mais flagrante em nossa sociedade atual. Trabalhar com pacientes portadores desses transtornos pode representar um desafio enorme para psicólogos em início de carreira. Afinal, não é um processo nada simples a intervenção para auxiliar alguém a retomar a direção da própria vida e a sair de uma falsa zona de conforto, disposto a enfrentar situações já naturalmente complicadas, causadoras de ansiedade e estresse.

Daí a importância da aplicação de Terapia Cognitivo-Comportamental no tratamento da fobia social. A abordagem pelas técnicas da TCC facilita o tratamento tanto para paciente quanto para o terapeuta, pois potencializa consideravelmente os resultados obtidos, oferecendo uma oportunidade de atuação mais eficiente para os psicólogos que desejam resultados mais efetivos em seu trabalho.

A seguir, elencamos mais algumas dentre as informações mais importantes a respeito da relação Terapia Cognitivo-Comportamental e fobia social.

 

Fobia social

O primeiro passo para entender como funciona a TCC para o tratamento de fobia social é conhecer um pouco mais sobre esse transtorno.

 A doença, que também é conhecida como transtorno de ansiedade social, é classificada como psicopatologia, uma vez que os sintomas mais característicos são de ordem psicológica ou psiquiátrica.

 As pessoas que sofrem de fobia social apresentam ansiedade intensa ao se depararem com situações corriqueiras de convívio social, nas quais precisem se expor de alguma forma, seja em maior ou em menor grau. Essas situações, que podem envolver desde apresentar-se em público até atividades mais simples como se alimentar na presença de outras pessoas, são um grande problema para os pacientes, que possuem a constante sensação de que estão sendo observados e julgados por todos à sua volta, o que acaba por mudar completamente a rotina do indivíduo, impedindo-o de conviver tranquilamente em sociedade.

 

Níveis de fobia social

Há inclusive uma classificação que os profissionais de saúde mental utilizam para compreender melhor o nível e os efeitos dessa psicopatologia em cada paciente. Basicamente, o transtorno passa por níveis que limitam, em diferentes pontos, o potencial de interação social na realidade, mesmo tendo preservadas as capacidades intelectuais e emocionais.

 Desta forma, a fobia social pode ser classificada em dois tipos:

  • Generalizada: ou seja, quando o paciente apresenta um medo excessivo em relação a qualquer situação de interação social;

  • Restrita: que se caracteriza quando o paciente apresenta situações-gatilho de ansiedade, ou seja, tem medo de algumas situações específicas, o que em alguns casos é confundido com uma profunda timidez.

 

Características da fobia social

Normalmente, a fobia social se manifesta como um medo excessivo relacionado às interações em situações sociais. Essa sensação de medo é tão grande que é comparável a uma sensação da morte – inclusive é assim que é descrita por alguns pacientes.

 Mas essa é apenas a parte “genérica” da fobia. Na prática, cada indivíduo pode reagir de uma forma diferente, mais ou menos intensa, conforme as próprias experiências e vivências. Assim, enquanto algumas pessoas apresentam sintomas leves, como ter medo de dizer não a um vendedor, por exemplo, outras podem chegar ao extremo de optarem pelo isolamento social completo. Leia também o artigo 5 sinais de fobia social.

 

Sintomas da fobia social

Os sintomas mais comumente apresentados por pacientes com esse transtorno podem ser distribuídos em três grupos, sendo eles:

 

Fisiológicos

Caracterizados por sinais manifestados no corpo, como boca seca, palpitações, sensação de perda da realidade, desorientação, tremores, sudorese ou falta de ar;

 

Afetivos e comportamentais

Dizem respeito aos sentimentos e situações do cotidiano, tais como o medo de falar em público ou ao telefone, temor de ser rejeitado, pânico ou ansiedade ao pensar em precisar consultar especialistas da área da saúde, baixa autoestima etc;

 

Cognitivos 

Têm sua base principal na maneira de pensar, segundo a qual é comum ter pensamentos negativos sobre si, medo de sentir-se inútil para os outros, ou ainda apresentar constantemente crenças autodepreciativas.

 

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Consequências

Além disso, um dos maiores problemas enfrentados por quem sofre de fobia social é precisamente o fato de esses sintomas serem facilmente reconhecidos e percebidos pelo paciente. Assim, pode ser que uma crise de ansiedade seja desencadeada justamente pelo medo de passar por ela.

 Outro agravante bastante comum é o desenvolvimento de comorbidades como a depressão, bem como o abuso ou mesmo a dependência de substâncias químicas, o que geralmente se inicia pelo álcool e se estende a outras drogas.

 

 

Terapia Cognitivo-Comportamental e fobia social: como é o tratamento

A TCC ainda é reconhecida, até o presente momento, como o tratamento mais eficiente para transtornos de fobia social, e costuma atingir excelentes resultados.

 Nessa terapia, o psicólogo utiliza uma gama de técnicas que trabalham em conjunto a cognição, as emoções e o comportamento, de maneira a direcionar todas as energias no sentido de melhorar os sintomas de fobia. Assim, faz-se uma adaptação dessas técnicas e instrumentos às verdadeiras necessidades do paciente, respeitando obviamente seu tempo e seu processo terapêutico individual.

 Na relação Terapia Cognitivo-Comportamental e fobia social, as sessões são planejadas e desenvolvidas de modo que o paciente progrida aos poucos, aprimorando de forma eficaz suas habilidades de interação social, desde as situações mais simples às mais complexas.

 A propósito, nos casos em que se diagnostica fobia social generalizada, pode ser feita a psicoterapia aliada à utilização de medicamentos, devidamente prescritos pelo médico, para que se possa amenizar os sintomas e auxiliar de forma mais direta e pontual.

 

Objetivo da relação Terapia Cognitivo-Comportamental e fobia social

Partindo dessa abordagem, o objetivo principal da TCC será compreender os gatilhos que ampliam a ansiedade e dar início a um processo que visa ressignificar os padrões emocionais, de pensamento e comportamento, a fim de promover uma reestruturação e uma mudança desses padrões prejudiciais.

 E sempre é bom destacar a importância de que a TCC seja executada com um especialista competente e da confiança do paciente, pois, para que o tratamento surta efeitos positivos reais, é imprescindível o domínio que alie técnica, ciência e prática. Do contrário, dificilmente o terapeuta conseguirá fazer com que o paciente saia da própria zona de conforto e enfrente as situações que necessita.

Confira também o artigo 8 passos para vencer a fobia social.

 

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Importância do profissional capacitado

Não é qualquer pessoa que possui a habilidade de tratar uma psicopatologia como a fobia social. Nem mesmo entre os psicólogos essa prática é uma unanimidade, e sabe-se que até o devido diagnóstico possui seus entraves.

Quando se trata de Terapia Cognitivo-Comportamental e fobia social, dentro da área da psicologia, não há uma especialização para trabalhar somente com os casos de fobia, sendo necessário investir em uma pós-graduação na área da TCC.

Pelo fato de não haver uma capacitação mais direcionada já na graduação, os psicólogos conseguem ter contato com uma gama maior de tipos de psicopatologias, o que lhes permite a possibilidade de conhecer mais profundamente as técnicas aplicáveis aos mais diversos níveis de fobia, pelo contato diário com os pacientes.

Com esse contato, o profissional adquire uma bagagem de experiências e passa a possuir mais ferramentas para que possa escolher de maneira mais consciente em qual transtorno/ psicopatologia pretende se especializar, e com o qual trabalhará mais direta e especificamente.

 

Psiquiatria aliada à psicologia

Vale lembrar que, nos casos em que há a indicação de medicação complementar à terapia, as sessões com o psicoterapeuta devem ser aliadas a consultas psiquiátricas, a fim de reavaliar constantemente a situação do paciente, bem como os efeitos, doses e possíveis consequências e indicações corretas de uso de fármacos. Desta forma, o paciente pode sentir-se um pouco mais seguro ao conseguir cuidar da própria situação de maneira mais autônoma, conquistando gradualmente as melhorias desejadas.

É por meio da Terapia Cognitivo-Comportamental que o tratamento da fobia social alcança seus melhores resultados, pois as técnicas utilizadas possibilitam uma condução mais tranquila dos casos, respeitando o tempo do paciente, bem como seus limites, sem, no entanto, perder de vista a potencialidade de melhoria do quadro em si.

 

A Clínica Marcelo Parazzi

Além de se fundamentar na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e oferecer todo o tratamento tradicional por meio de psiquiatras, psicólogos e psicanalistas para tratar fobia social, ansiedade, depressão e outros transtornos, a Clínica Marcelo Parazzi também dispõe de Terapia Holística, que desenvolve estratégias terapêuticas como Reiki, Yoga, Meditação, Constelação Familiar e Mindfulness (Consciência plena), para auxiliar no alcance de melhores resultados nos tratamentos dos pacientes, que são, comprovadamente, grandes aliados na recuperação desses indivíduos.

Estamos à disposição para auxiliar com a Terapia à Distância, realizando atendimento via Skype, inclusive para pessoas que residem fora do país.

 

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