Cigarro e psicoterapia: como a terapia pode ajudar a acabar com o vício

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Cigarro e psicoterapia: como a terapia pode ajudar a acabar com o vício

Entenda a relação cigarro e psicoterapia e como a terapia pode ajudar a acabar com o vício.

Por muito tempo, o hábito de fumar foi associado à rebeldia e ao poder. Nos programas de televisão ou nas propagandas, eram mostradas pessoas fumando e conquistando tudo o que sempre desejaram na vida, passando a ideia de que o hábito de fumar levava a uma vida elegante, feliz e realizada.

O problema é que a realidade estava bem distante dessa ideia de sucesso vendida nas mídias, e quando o número de mortes por câncer de pulmão e outras doenças sérias relacionadas ao tabagismo começaram a ganhar destaque, houve uma verdadeira revolução no modo de pensar. 

 

Informar é sempre mais importante do que proibir

No Brasil, as leis sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígeros mudaram e, com a proibição da veiculação de propagandas com exposição de pessoas fumando, o número de fumantes reduziu consideravelmente no país.

Apesar disso, o número de fumantes ainda é grande, e muitos tabagistas relatam ter muitas dificuldades para abandonar esse vício que tanto os aprisiona.

E como informar adequadamente é sempre muito mais importante e eficaz do que simplesmente proibir, seguem alguns dados que todos precisamos conhecer, a fim de sermos capazes de tomar decisões de forma consciente a respeito do hábito de fumar.

 

Uma droga chamada nicotina

Antes de entender a relação entre cigarro e psicoterapia, é preciso saber com o que estamos lidando. A nicotina é uma droga, uma substância química com alto poder viciante, presente em todos os derivados do tabaco.

É preciso deixar claro que o tabaco é uma planta cuja origem de uso remonta a cerca de 1000 anos antes de Cristo e que, apesar de tudo, inicialmente era apenas utilizado em cerimônias indígenas e posteriormente em outras sociedades para fins medicinais.

Com o tempo, no entanto, passou a ser associado ao desenvolvimento de inúmeras doenças cardiorrespiratórias.

 

Atuação no sistema nervoso central

Atualmente, além dos efeitos tóxicos, já se sabe que a nicotina é um psicoativo neuroestimulante, ou seja, que atua diretamente no sistema nervoso central, influenciando o metabolismo do corpo, alterando as funções cardíaca e respiratória, aumentando a pressão arterial e reduzindo o apetite. 

Contudo, alguns pesquisadores chegaram à conclusão de que fumar produz uma melhora nas funções cognitivas, aumentando a concentração, a memória e a atenção.

Com base nesse tipo de resultado, a indústria milionária do tabaco se fortalece e busca reforçar o comportamento dos tabagistas mundo afora, a despeito de todos os malefícios que o cigarro pode trazer ao fumante.

 

Sensação de prazer e bem-estar

A nicotina atua como substância psicoativa, atingindo a parte do cérebro responsável pela sensação de prazer e bem-estar.

Dessa forma, o fumante busca cada vez mais repetir o uso para obter novamente os mesmos efeitos relaxantes – que duram cada vez menos – e esse ciclo vicioso é o que gera a dependência.

É preciso compreender que os efeitos de substâncias como a nicotina ainda não foram totalmente compreendidos, mesmo com muitos estudos e pesquisas a respeito.

Alguns fumantes relatam que o fumo causa uma diminuição dos sintomas de ansiedade, mas, assim como não há como provar essas afirmações, tampouco há estudos que comprovem o contrário.

O que se sabe é que fumar ocasiona um aumento da produção de dopamina (o neurotransmissor responsável pelas sensações de prazer e alívio da dor), além de uma descarga de adrenalina.

Dessa forma, a ausência da nicotina no corpo de um dependente causa o efeito neuroquímico inverso, ou seja, aumento da irritabilidade, insônia, dificuldade de concentração, excesso de apetite e até depressão.

Leia também Dependência psicológica do cigarro: confira 5 indícios do problema.

 

O impacto do tabagismo na saúde mental

Além dos impactos físicos, o tabagismo também pode afetar a saúde mental. Estudos sugerem que fumantes têm maior risco de desenvolver transtornos como depressão e ansiedade, pois a nicotina altera os níveis de neurotransmissores no cérebro.

Embora muitos fumantes relatem que o cigarro alivia o estresse, na realidade, esse efeito é passageiro e pode criar um ciclo de dependência emocional.

A longo prazo, a necessidade de nicotina para regular o humor pode tornar os sintomas psicológicos mais intensos.

 

Malefícios à saúde física

O consumo de nicotina pode se dar de várias maneiras. A mais comum é a inalação de fumaça do cigarro, seja pelo hábito de fumar ou por estar próximo a um fumante (os intitulados fumantes passivos).

Essa exposição inicialmente irrita a mucosa do aparelho digestivo e dos pulmões e pode, com o tempo, acarretar doenças cardiorrespiratórias mais graves, além da dependência química em si.

Há também os cigarros eletrônicos – um tipo de vaporizador de nicotina líquida aliada a outras substâncias. Em tese, esse tipo de cigarro é menos prejudicial à saúde, chegando a ser aceito em alguns países como uma técnica para reduzir o consumo ou mesmo abandonar o tabagismo.

No entanto, não há evidências científicas desses efeitos e no Brasil ainda são proibidos seu consumo e comercialização.

As doenças mais comumente associadas à exposição – voluntária ou involuntária – à fumaça de cigarro são, a curto prazo, reações alérgicas como rinite, tosse, conjuntivite ou agravamento de asma.

Quando essa exposição se prolonga, pode acarretar problemas mais graves como infarto agudo do miocárdio, bronquite crônica, enfisema ou câncer de pulmão.

Leia também Cigarro e seus riscos reais.

 

Cuidado com sobrecargas aos adultos

Alguns profissionais costumam recomendar adesivos ou chicletes específicos, que possuem quantidades menores de nicotina, com a finalidade de tratamento da dependência.

Contudo, é bom lembrar que se trata de uma substância tóxica, que pode levar à morte, independentemente da idade do indivíduo que se exponha a ela.

Para evitar sobrecarga de nicotina no corpo e overdoses, não se recomenda aos adultos continuarem fumando enquanto usam esse tipo de produto.

 

Atenção redobrada às crianças

Por motivos muito óbvios, é necessário redobrar os cuidados, especialmente em se tratando de crianças, pois elas podem ter acesso aos líquidos dos cigarros eletrônicos, bem como a adesivos ou chicletes de nicotina e acabarem consumindo-os inadvertidamente.

Nesses casos, conhecer os sintomas de intoxicação mais comuns (vômito, desmaio, taquicardia, dor de cabeça e dificuldade para respirar) pode fazer toda a diferença para o socorro no devido tempo.

 

O impacto do tabagismo no ambiente familiar e social

O tabagismo não afeta apenas a saúde do fumante, mas também o ambiente familiar e social.

Estudos indicam que filhos de pais fumantes têm maior propensão a desenvolver o hábito na adolescência, seja por influência direta ou pela normalização do cigarro dentro de casa.

Além disso, o fumo passivo continua sendo um problema sério, impactando negativamente a saúde de familiares, colegas de trabalho e amigos.

Por isso, abandonar o cigarro não apenas melhora a qualidade de vida do fumante, mas também protege aqueles ao seu redor.

 

Porta aberta para outras substâncias químicas

Embora haja muitas campanhas antifumo no Brasil, o cigarro comum não é ilícito.

Com isso, pela facilidade com que é encontrado e consumido abertamente, muitas vezes se torna uma porta para o desenvolvimento de dependência de outras drogas.

Mesmo porque a maior parte dos tabagistas começa a fumar ainda jovem – geralmente na adolescência, uma fase natural de necessidade de aprovação alheia e de  experimentações, que os torna frágeis e facilmente vulneráveis à dependência tanto do cigarro quanto de quaisquer outras drogas que lhes sejam oferecidas.

 

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Cigarro e psicoterapia: como a terapia pode ajudar a acabar com o vício

A psicoterapia, por sua vez, possui recursos que podem ajudar a quem deseja abandonar essa dependência química.

O tratamento parte da conscientização do dependente a respeito do fato de que o hábito de fumar é um vício que esconde alguma necessidade interna do indivíduo, e busca caminhos para mudar esses comportamentos.

Assim, na relação cigarro e psicoterapia se trata a causa, ou seja, aquilo que está realmente levando a pessoa a escolher o fumo, que tantos prejuízos traz à saúde.

O tratamento é altamente profissional, individualizado, e costuma obter bons resultados na maioria dos casos.

Via de regra, quem busca tratamento sente, desde o início, uma considerável redução da chamada “fissura”, isto é, a dependência físico-química (vontade desesperada de fumar), que, aos poucos, vai sendo substituída por hábitos saudáveis e que prolongam a vida.

Vale destacar que as campanhas antitabagismo no Brasil já alcançaram resultados expressivos, mas que, sozinhas, não servirão de nada.

É preciso que as pessoas se conscientizem a respeito do mal que fazem a si mesmas e a todos à sua volta, e busquem a devida ajuda para se livrarem de hábitos tão destrutivos.

 

Métodos complementares no tratamento do tabagismo

Quando se fala em cigarro e psicoterapia, além da psicoterapia tradicional, alguns métodos complementares têm mostrado eficácia no tratamento do tabagismo.

Técnicas como a meditação mindfulness, acupuntura e exercícios físicos podem ajudar a reduzir a ansiedade e os sintomas de abstinência, proporcionando uma sensação de bem-estar.

Grupos de apoio também podem ser úteis, pois oferecem suporte emocional e motivacional por meio do compartilhamento de experiências. A combinação dessas abordagens pode aumentar significativamente as chances de sucesso no processo de parar de fumar.

Quer conversar sobre o assunto? Agende uma consulta!

 

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*Conteúdo publicado em outubro de 2021 e atualizado em junho de 2025.

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