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Depressão: para além do senso comum

DEPRESSÃO: PARA ALÉM DO SENSO COMUM

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 9,5 % das mulheres e 5,8 % dos homens sofrerão de depressão nos próximos anos, porcentuais estes propensos ao crescimento nas próximas décadas. A tristeza é um sentimento comum ao ser humano, porém passageiro, como o que sentimos diante de uma discussão. No entanto, atualmente, o senso comum retrata que uma pessoa triste, possivelmente, está com depressão, o que não é verdadeiro na maioria dos casos. A depressão é um quadro que vai além da tristeza permanente, pois é um sério distúrbio afetivo e incapacitante, porém passível de ser tratado.

A depressão é constituída a partir da instalação de um conjunto de sintomas, dentre os quais podemos destacar três básicos: sofrimento moral, inibição global e estreitamento vivencial. Exemplificando cada um desses sintomas, podemos dizer que sofrimento moral é quando o indivíduo desvaloriza-se significativamente por baixa autoestima. Já a inibição global refere-se ao aumento do desinteresse da pessoa por tudo que a cerca e até por ela mesma. E por fim, o estreitamento vivencial é quando o sujeito vai gradativamente abandonando atividades e experiências do dia a dia, outrora prazerosas e importantes para ele.

É comum às pessoas que sofrem por tal doença potencializarem sentimentos desagradáveis, como uma tristeza profunda e nenhuma motivação aparente. Também se manifestam a lentificação dos processos mentais e a diminuição de algumas capacidades cognitivas, podendo ocorrer falhas de concentração e de memória. Além disso, são recorrentes sentimentos de inutilidade, de culpa, de insegurança, de irritabilidade e de desamparo. Frequentemente, essas pessoas têm dificuldades de acreditar que há alternativas para a sua recuperação e até mesmo de enxergá-las.

Nós, profissionais da saúde, entendemos que qualquer indivíduo, homem ou mulher, é passível de ter depressão. No entanto, há uma crença distorcida e, portanto, errônea, de que somente pessoas frágeis desenvolvem tal síndrome. Por outro lado, até mesmo aquelas pessoas consideradas, popularmente, fortes no âmbito emocional, podem, justamente por essa característica, exporem-se com mais frequência a situações que facilitarão o desenvolvimento desse transtorno. Dessa forma, elas se tornam, possivelmente, mais suscetíveis a sofrerem de depressão do que um indivíduo que procura evitar o enfrentamento de eventos estressores.

Vale destacarmos que o diagnóstico de depressão é, essencialmente, uma tarefa para um profissional habilitado (psicólogo ou psiquiatra) e não para amigos ou familiares que se baseiam em parâmetros do senso comum ao invés de científicos. Consequentemente, a partir do diagnóstico positivo, o profissional avaliará a gravidade, classificada por subtipos, sumariamente, leve, moderado ou grave, e optará pelo tratamento mais adequado. Em boa parte dos casos, um tratamento bastante eficaz é a somatória de técnicas da psicologia (psicoterapia) e da psiquiatria (medicamentosa).

É importante ressaltarmos que a psicoterapia é essencial para o tratamento da depressão em todos os casos, pois somente o processo terapêutico é capaz de buscar as origens da doença e de detectar o que deve ser trabalhado, especificamente, com cada indivíduo nas sessões psicoterapêuticas. A partir de então, o psicólogo em conjunto com o paciente desenvolvem estratégias comportamentais para o enfrentamento de situações do dia a dia, mas que se tornaram difíceis a partir da instalação da depressão, possibilitando a melhora do quadro.

A Clínica Terapêutica Viva (Unidade Marcelo Parazzi) realiza avaliações psicológica e psiquiátrica. E para o tratamento da depressão, nossos psicólogos oferecem acompanhamento especializado com base na Terapia Cognitivo Comportamental. Além do tratamento do paciente, orientamos os familiares, o que resulta no melhor enfrentamento da doença por parte de todos, otimizando, consequentemente, a conquista da recuperação.