O que é e quais os sintomas da Síndrome de Burnout

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O que é e quais os sintomas da Síndrome de Burnout

Você sabe o que é e quais os sintomas da Síndrome de Burnout?

Uma das maiores preocupações da atualidade, a Síndrome de Burnout é cada dia mais comum, acumulando altas impressionantes de casos diagnosticados.

Entenda mais sobre esse transtorno de estresse crônico, que pode tornar o cotidiano no trabalho em sofrimento. 

O que é Síndrome de Burnout

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Síndrome de Burnout é classificada como um distúrbio ligado ao trabalho, incluída na Classificação Internacional de Doenças (CID-11) sob o código QD85.

Ela não é apenas um estado de estresse, mas uma condição clínica reconhecida, que resulta da exposição prolongada a fatores crônicos de pressão emocional e psicológica no ambiente profissional. Esse reconhecimento reforça a importância de tratá-la com acompanhamento especializado, e não apenas como “cansaço” ou “falta de motivação”.

Em uma tradução livre do inglês, Burnout significa “queimar-se por completo”. Trata-se de uma síndrome de esgotamento crônico diretamente ligado à atividade profissional.

Esse distúrbio passou a ser reconhecido como doença do trabalho a partir de janeiro de 2022. Para saber mais, leia também Esgotamento profissional: problema entra na lista oficial da OMS em meio a uma alta de diagnósticos.

Envolve precisamente questões emocionais e psicológicas, e é caracterizado pela manifestação de sintomas de exaustão, esgotamento e estresse extremos, que podem ser resultantes de uma carga de trabalho excessiva, uma rotina desgastante ou demasiadamente competitiva a que o trabalhador se exponha de forma prolongada.

Causas mais comuns

Antes de mencionar os sintomas da Síndrome de Burnout é importante destacar que a tensão gerada pela constante pressão ou mesmo por excesso de responsabilidades no ambiente de trabalho costuma ser fator preponderante para a definição das profissões mais afetadas, que geralmente são ligadas a áreas como saúde, educação, segurança e informação.

Outro fator que pode causar bastante impacto quando o assunto é Burnout é quando a pessoa recebe uma demanda de trabalho que representa um objetivo aparentemente inalcançável.

É importante lembrar que cada pessoa reage de forma diferente à pressão. Em atendimentos clínicos, observa-se que profissionais altamente comprometidos e perfeccionistas costumam ser mais vulneráveis ao Burnout, justamente por acumularem responsabilidades e sentirem dificuldade em delegar tarefas.

Esse padrão comportamental é comum entre médicos, professores, gestores e cuidadores, perfis que tendem a colocar as necessidades dos outros acima das próprias.

Metas muito difíceis de serem atingidas costumam gerar sensações de impotência e incapacidade diante do tamanho da tarefa a ser cumprida, o que pode inclusive vir a se converter em quadros de depressão. Leia também Como evitar a depressão.

 

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Principais sintomas da Síndrome de Burnout

Sintomas como estresse excessivo e até mesmo falta de vontade de sair da cama, quando ocorrerem com certa constância, já podem ser considerados indícios da patologia.

Além desses, estão entre os principais sintomas da Síndrome de Burnout outros tipos de problemas físicos, nervosos e psicológicos. Estes podem variar de uma aparentemente simples dor de barriga a tonturas e outros sintomas, que costumam ocorrer de maneira frequente e excessiva como, por exemplo:

  • dores de cabeça;
  • fadiga ou cansaço físico e mental;
  • alterações de apetite;
  • alterações de humor (repentinas);
  • insônia e dificuldades para se concentrar;
  • negatividade;
  • sentimento de fracasso e insegurança, incompetência, derrota ou desesperança; 
  • isolamento;
  • dores musculares;
  • problemas gastrointestinais;
  • hipertensão;
  • alteração nos batimentos cardíacos.

O mais importante a ser ressaltado em relação à percepção desses sintomas é que eles normalmente iniciam como algo leve, porém, tendem fortemente a piorar com o tempo.

O ideal é não desmerecer nem tentar disfarçar os sintomas, pois isso pode complicar muito o quadro da doença. É preciso ficar atento e, caso notar algum dos sinais característicos – ainda que pareça inicialmente ser algo passageiro – procurar ajuda profissional.

Vale destacar que muitos sintomas da Síndrome de Burnout podem se confundir com os de depressão ou transtornos de ansiedade, mas existem diferenças importantes. No Burnout, os sintomas estão diretamente relacionados ao contexto profissional e tendem a melhorar durante períodos de descanso ou férias. Já na depressão, os sinais persistem mesmo fora do ambiente de trabalho. Por isso, a avaliação profissional é essencial para um diagnóstico correto.

Como é feito o diagnóstico

Somente após uma análise clínica efetuada por um especialista é possível fechar com precisão um diagnóstico.

Os profissionais indicados para esses diagnósticos, bem como para indicar os tratamentos adequados são o psicólogo e o psiquiatra, que são devidamente capacitados para orientar e tratar cada caso com a devida peculiaridade.

Vale destacar mais uma vez a importância de buscar essa ajuda profissional assim que se perceba qualquer dos sintomas da Síndrome de Burnout, pois muita gente acaba negligenciando a própria doença por não reconhecer esses sinais, que podem indicar um quadro mais sério do que se pensa.

Dessa forma, se houver uma insegurança, é interessante pedir apoio a uma pessoa de confiança – preferencialmente um parente ou amigo próximo – para que essa pessoa possa ajudar a perceber com mais clareza qualquer sinal de burnout.

Há também a opção de procurar o SUS, que conta com uma rede de atenção psicossocial, com centros de atenção que oferecem gratuitamente todo o tratamento necessário, amparando desde o diagnóstico até o tratamento, incluindo medicações, se for o caso.

Tratamento para Síndrome de Burnout

A base do tratamento de Burnout é a psicoterapia, mas varia conforme o caso, e pode incluir medicamentos ansiolíticos ou antidepressivos, se o médico julgar necessários.

Estudos científicos publicados em revistas de psicologia e psiquiatria indicam que a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma das abordagens mais eficazes no tratamento da Síndrome de Burnout. Essa terapia ajuda o paciente a reconhecer padrões de pensamento negativos e desenvolver estratégias práticas para lidar com a sobrecarga emocional e profissional.

Normalmente os efeitos do tratamento já começam a ser percebidos em torno de um até três meses, mas esses efeitos podem variar.

Outra maneira de ajudar no tratamento da Síndrome de Burnout é eliminar a causa do problema, ou seja, melhorar as condições de trabalho ou fazer alterações nos hábitos e no estilo de vida.

Atitudes simples como, por exemplo, praticar um hobby ou atividade de lazer com a família (ou pessoas próximas) ou ainda adotar a prática de atividades físicas regulares, ajudarão principalmente no relaxamento e alívio do estresse. 

Como prevenir a Síndrome de Burnout

Se as melhores estratégias para lidar com a questão do Burnout estão ligadas à melhora da qualidade de vida e do trabalho, a melhor forma de prevenção dessa síndrome segue esse mesmo viés.

Reduzir a pressão e o estresse no trabalho e adotar condutas compatíveis com uma vida saudável costumam ajudar muito.

Algumas das principais maneiras de prevenção incluem atividades que possibilitem ao indivíduo desligar-se da rotina, praticando atividades de lazer com amigos ou familiares, ir ao cinema, passear ou jantar fora; evitar contato com pessoas negativas, em especial as que costumam reclamar constantemente (seja em relação ao trabalho ou aos colegas); fazer exercícios físicos regularmente; não se automedicar em hipótese alguma e evitar o consumo de bebida alcoólica e outras drogas, lícitas ou ilícitas.

Além disso, para manter o equilíbrio vital do cotidiano, é importante saber definir objetivos e metas atingíveis, tanto na vida pessoal quanto na profissional, e dar a si mesmo o devido descanso sempre que necessário, zelando pelo cumprimento de ao menos 8 horas diárias de sono de qualidade.

Além das medidas individuais, as empresas também desempenham papel fundamental na prevenção do Burnout. Ambientes que valorizam o diálogo, o reconhecimento e o equilíbrio entre metas e bem-estar tendem a reduzir significativamente os índices de esgotamento.

Programas internos de saúde mental, pausas regulares e capacitação de lideranças para lidar com a sobrecarga emocional são estratégias eficazes que já demonstraram resultados positivos em diferentes setores profissionais.

Reconhecer os sinais e buscar ajuda o quanto antes é um ato de autocuidado e coragem. O acompanhamento psicológico especializado não apenas trata os sintomas, mas também ajuda o paciente a reconstruir sua relação com o trabalho e com o próprio bem-estar. Nesse contexto, clínicas especializadas em saúde mental oferecem suporte completo e personalizado.

Quer conversar sobre o assunto? Agende uma consulta!

Dúvidas frequentes sobre a Síndrome de Burnout

Como relatar ao RH o problema sem sofrer punição?

A primeira atitude a ser tomada é procurar atendimento médico. Ao buscar ajuda dos profissionais de saúde, eles indicarão os tratamentos adequados e dirão qual a melhor maneira de proceder, para que não haja prejuízos desse tipo.

A síndrome dá direito a licença médica?

Uma vez que a Síndrome de Burnout foi reconhecida como doença do trabalho, o trabalhador diagnosticado tem direito a licença médica, bem como – em casos graves – até mesmo a aposentadoria por invalidez.

Qual profissional de saúde procurar?

O encaminhamento pode ser feito por um clínico, mas o ideal é que o tratamento seja indicado somente por psicoterapeutas ou psiquiatras, que possuem capacidade para recomendar atendimentos psicológicos como a TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental) ou mesmo receitar medicamentos auxiliares, se for o caso.

O tratamento pode ser feito pelo SUS?

Sim. Atualmente, esses e outros tratamentos de saúde mental são ofertados gratuitamente pelo SUS.

O primeiro passo é procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima, que encaminhará o paciente aos centros especializados, onde os profissionais dessa área tratarão cada caso conforme a devida demanda.

Quando desconfiar que uma pessoa pode estar com Síndrome de Burnout?

Quem convive diariamente com um mesmo grupo de pessoas, geralmente consegue notar facilmente quando um dos colegas está estressado além do normal no trabalho.

Alguns fatores adicionais também costumam ser bastante fáceis de detectar, como o exagero no consumo de café, refrigerantes ou outros estimulantes, com a finalidade de se manter alerta.

Outra vertente do mesmo problema, mas que costuma passar despercebida (especialmente em rodas de amigos) é o aumento do consumo de álcool como desculpa para relaxar.

Clínica Marcelo Parazzi

Se você tem passado por isso ou conhece alguém que esteja enfrentando esse problema, a Clínica Marcelo Parazzi pode ajudar.

Nossa abordagem combina Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), por meio de tratamentos tradicionais com psicólogos e terapias complementares que comprovadamente auxiliam nos resultados do tratamento.

Oferecemos Terapia à Distância para pessoas que residem fora do país ou que preferem realizar as sessões em casa. Agende sua avaliação e dê o primeiro passo para a recuperação.

*artigo publicado em novembro de 2022 e atualizado em janeiro de 2026.

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