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Drogas recreativas e o perigo da dependência química

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Drogas recreativas e o perigo da dependência química

Desde que o mundo é mundo, há sempre quem se apegue ao provérbio que diz que “a diferença entre o veneno e o remédio é apenas a dose”. Mas será que isso realmente se aplica quando o assunto é dependência química?

É fato que, talvez por terem seu consumo e comercialização regulamentados como lícitos, mesmo que pareçam ser inofensivas, muitas drogas podem representar um perigo sério à saúde.

Mas em tempos nos quais todos julgam que “param no momento em que quiserem”, como saber precisamente onde acaba a diversão e começa o vício?

 

Qualquer substância pode causar dependência química

Em primeiro lugar, é importante salientar que qualquer droga impacta a saúde do ser humano e pode causar dependência química.

Desde aquelas que intitulamos como remédios, e mesmo as drogas lícitas ou até aquelas consumidas de maneira esporádica, mais conhecidas como recreativas. 

Entender os efeitos e perigos associados ao uso indiscriminado dessas substâncias é apenas o primeiro passo para que se consiga direcionar ações de controle de consumo e reabilitação dos usuários.

 

O que são drogas recreativas

Droga recreativa é o título que se dá ao ato de consumir, apenas vez ou outra, determinadas substâncias.

A denominação “recreativa” se dá porque geralmente esse consumo é feito em ambientes de lazer e entretenimento, como shows ou festas universitárias. Nesses ambientes, muita gente faz uso de entorpecentes, sob a justificativa de relaxar, sem se considerar propriamente um viciado.

 As drogas recreativas mais utilizadas na atualidade ainda são a maconha, as bebidas alcóolicas e o tabaco. Vale lembrar que, dentre estas, as duas últimas, mesmo legalizadas, só podem ser consumidas por maiores de 18 anos.

Embora os registros ainda demonstrem que o maior consumo está entre jovens de faixa etária entre 18 e 25 anos, sabe-se que muitos adolescentes já se iniciaram nesse consumo, sem sequer se darem conta das consequências possíveis.

 

Maconha: a preferida entre as drogas recreativas

Mas quando o assunto é preferência, a maconha lidera o ranking deliberadamente. Esse dado é apresentado em relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

Segundo pesquisas recentes, mais de 200 milhões de pessoas ao redor do mundo já a consumiram, e cerca de 35 milhões de indivíduos já sofrem de distúrbios advindos dos efeitos de narcóticos no organismo.

Além disso, outro dado alarmante é que apenas uma em cada sete pessoas usuárias consegue ter à disposição o tratamento adequado, segundo Relatório da UNODC de 2019.

 

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Consumo em números

O perigo das drogas recreativas reside precisamente no fato de serem utilizadas como diversão.

Uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) feita no ano de 2018 entrevistou brasileiros na faixa etária de 12 a 65 anos, e revelou que mais da metade declarou já ter consumido, ao menos uma vez na vida, algum tipo de bebida alcoólica.

 

Fatores que potencializam as chances de dependência

Mistura de substâncias

Um detalhe que potencializa as chances de adesão ao vício é o hábito de misturar drogas e álcool. Isso pode, inclusive, acarretar consequências à saúde que, além de drásticas, podem ser completamente desconhecidas, dado que o efeito dessas substâncias pode variar conforme o organismo, ou mesmo o estado emocional do usuário.

 

Fácil acesso

Sabendo que esse tipo de droga circula livre e normalmente em várias festas, a aquisição de entorpecentes assim se dá de forma muito rápida e fácil, sendo muitas vezes distribuída pelos próprios amigos, ou indivíduos que se conheça ou tenha contato ali mesmo, no ambiente, o que favorece o consumo e o aliciamento de novos usuários.

 

Ritmo de produção e distribuição de novas substâncias

E dado que cada vez mais drogas são obtidas das combinações com as demais existentes, fica praticamente impossível que as autoridades consigam acompanhar o ritmo dessa produção, muito menos controlar a distribuição desenfreada e clandestina.

 

Apesar de recreativas, podem levar à dependência química

Outro ponto relevante é que, ainda que sejam intituladas ou consumidas como recreativas, absolutamente todas essas substâncias são psicotrópicos, ou seja, agem diretamente no cérebro, causando efeitos muitas vezes imprevisíveis ou completamente incontroláveis.

O que eleva ainda mais o risco de desenvolver dependência química é justamente que o intuito dos entorpecentes é estimular, bloquear ou simplesmente interferir na ação dos neurotransmissores que, normalmente, deveriam ser os responsáveis pelo controle das emoções humanas.

 

Consequências que vão além da dependência química

Mesmo sob a aparente justificativa de ser consumida de forma recreativa, o uso de drogas pode levar à dependência química, além de possibilitar que se agravem comorbidades relativas à saúde, tanto de ordem física quanto mental.

A ingestão de bebidas alcoólicas, tida entre as mais “inocentes” e mais socialmente aceitas, ainda que de forma esporádica, pode ocasionar e agravar sintomas de ansiedade e depressão, por exemplo.

Leia também Diferença entre ansiedade e depressão.

O que mais costuma enganar quando o assunto é droga lícita ou recreativa é a ilusória sensação de controle, pela qual o usuário acredita realmente que está no pleno domínio da quantidade e da intensidade do consumo do entorpecente.

Além de ser um erro, representa um risco sério à saúde, pois, quando menos esperar, efeitos como alucinações e psicoses serão o menor dos problemas, podendo culminar inclusive em ideias suicidas.

Com base nisso, nunca é demais recomendar o cuidado – e por que não dizer a distância – desse tipo de substância, ainda que sob a alcunha de “recreação”. Pois mesmo que seu consumo seja eventual ou esporádico, os efeitos podem ser danos graves e permanentes.

Enquanto para os adultos as consequências podem ser danosas a relacionamentos familiares e à vida profissional e financeira, para os jovens isso pode acarretar sérios prejuízos, que podem ser irreversíveis, iniciando na escola e nas relações afetivas e familiares, e perdurando ou se agravando ainda mais na vida adulta.

 

Impacto gradativo e resistência aos efeitos

A grande armadilha ainda é achar que é possível identificar com precisão o limite de quando parar.

O impacto dos entorpecentes no organismo é gradativo e, com isso, o corpo desenvolve certa resistência aos efeitos psicoativos, o que levará facilmente à necessidade de consumir uma quantidade cada vez maior, e com maior frequência. E essa é precisamente a definição de dependência química.

O problema é que, ao atingir essa fase, os usuários nem se dão conta de que já atingiram um nível de dependência do qual é difícil se livrar, pois enfrentam grandes dificuldades até mesmo em diferenciar esse limite.

 

Quando a dependência se torna uma realidade

Nesses casos, a forma mais comum de confirmação da dependência é a própria frequência de consumo, ou a motivação encontrada para isso (as famosas “desculpas para beber”, por exemplo).

Dado o perigo que o consumo de entorpecentes representa, e levando em consideração que não há uma medida exata que determine precisamente quem é viciado ou não, mesmo os impactos causados por drogas tidas como recreativas podem sugerir a necessidade de busca por ajuda.

O ideal é compreender que, no momento em que se necessita do uso de entorpecentes, sob qualquer que seja a justificativa ou a frequência, os riscos são flagrantes, e é altamente recomendável não aguardar que se concretizem.

Buscar apoio é fundamental para quem precisa vencer o vício, ainda que nem mesmo tenha se dado conta dos malefícios, ou que ainda não os tenha sofrido de maneira drástica.

Quer conversar sobre o assunto? Agende uma consulta!

 

Clínica Marcelo Parazzi

Se você ou algum familiar tem sofrido com dependência química, a nossa clínica pode ajudar.

Além de se fundamentar na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e oferecer todo o tratamento tradicional por meio de psiquiatras, psicólogos e psicanalistas para tratar ansiedade, depressão e outros transtornos, a Clínica Marcelo Parazzi também dispõe de Terapia Holística, que desenvolve estratégias terapêuticas como Reiki, Yoga, Meditação, Constelação Familiar e Mindfulness (Consciência plena), para auxiliar no alcance de melhores resultados nos tratamentos dos pacientes, que são, comprovadamente, grandes aliados na recuperação desses indivíduos.

Estamos à disposição para auxiliar com a Terapia à Distância, realizando atendimento inclusive para pessoas que residem fora do país.

Agende sua primeira consulta.

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