Suicídio: como entender os motivos e lidar com o fato

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Suicídio: como entender os motivos e lidar com o fato

Setembro é o mês de conscientização sobre a prevenção do suicídio.

Desde 2015, existe a Campanha Setembro Amarelo, que estimula ações em diferentes esferas sociais em busca de promover a saúde mental e dar destaque a centros que oferecem ajuda a quem precisa.

Entretanto, para conscientizar e prevenir, é necessário entender e, sobretudo, saber como lidar com o fato.

Teorias sobre o assunto

O suicídio é o ato de tirar a própria vida e está associado a pensamentos fantasiosos de controle, libertação, reencontro ou punição.

Freud dizia que o ato de suicidar-se era uma maneira de matar um objeto de raiva e rancor, que representava uma violência interiorizada cometida contra si, mas destinada a outrem. 

São inúmeras as teorias que tentam destrinchar o suicídio e no fim, talvez seja a soma de todas que resulte em um desfecho tão abrupto e fatídico.

Suicídio e seus fatores de risco

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 700 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo. No Brasil, o suicídio responde por cerca de 14 mil registros todos os anos. Isso significa que, a cada dia, em média, 38 pessoas tiram a própria vida, segundo dados da Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede).

Grande parte das pessoas que cometem o suicídio convive com um transtorno mental subjacente como depressão grave, bipolaridade ou esquizofrenia, e acredita que retirando a própria vida está optando pela solução que vai livrá-la de toda dor e sofrimento que está passando. Leia também Como evitar a depressão.

O ato pode ser feito em um impulso, um momento de perda de controle e ação impensada, também pode ser consequência de um surto psicótico, ou pode ser planejado detalhadamente por um longo tempo antes do desfecho.

Caráter multifatorial

Apesar da causalidade ainda não ser totalmente conhecida e ter um caráter multifatorial, muitos são os fatores que fazem com que uma pessoa seja mais suscetível ou vulnerável ao ato.

Traumas de infância são cenários comuns

Traumas como abandono, negligência e violência vividos na infância, representam um dos cenários mais presentes em vítimas de suicídio, uma vez que quanto mais precoce são as experiências traumáticas, mais profundas são suas consequências.

Isso não quer dizer que uma pessoa que passou por uma experiência traumática cometerá o suicídio, mas sim que essas pessoas são mais vulneráveis a isso.

Experiências negativas também são estímulos

Outras experiências dolorosas, como bullying, abusos sexuais, físicos e psicológicos, divórcios conturbados e famílias disfuncionais, são recorrentemente encontradas no histórico de pessoas suicidas.

Acredita-se que muitas vezes o suicídio deriva de um estímulo que remeta a uma dor ou sofrimento profundo, ou que seja uma consequência do acúmulo de emoções e experiências negativas.

Algumas pessoas suicidas presenciaram o suicídio de um familiar ou têm histórico de suicídio na família.

Atenção aos sinais de insegurança e baixa autoestima

Pessoas com tendências suicidas costumam pensar muito na morte e não veem razão ou sentido em viver, têm um discurso pessimista e não falam sobre o futuro, nem se imaginam tendo um.

Essas pessoas costumam ser inseguras e ter baixa autoestima. Se isolam, não se sentem compreendidas, carregam um forte sentimento de culpa e, muitas vezes, podem achar a própria existência inútil e desprezível.

Muitas vezes recorrem ao autoflagelo através de mutilações e podem falar em tom de despedida.

Todas essas mudanças de comportamento e humor podem ocorrer abruptamente ou se desenvolver aos poucos, por isso é importante ficar atento aos sinais.

Como evitar: monitoramento e apoio familiar

A melhor forma de evitar o suicídio é tratar os possíveis transtornos psiquiátricos subjacentes com medicamentos (antidepressivos, ansiolíticos, antipsicóticos) e psicoterapia.

O monitoramento é muito importante, assim como o apoio familiar. Manter um diálogo aberto e fortalecer os vínculos são fundamentais para as pessoas que pensam em cometer o ato.

 

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O suporte como reforço positivo

Restaurar a vontade de viver, incentivar sonhos e atividades que costumavam ser prazerosas para a pessoa podem representar um reforço positivo muito necessário nessas horas, assim como lembrar que ela não está sozinha e que terá o apoio que precisar independentemente do que estiver passando.

Cautela com as circunstâncias imprevisíveis

E apesar de tudo, os familiares e profissionais envolvidos devem estar sempre atentos, pois o suicídio costuma ser imprevisível e não há 100% de certeza que uma pessoa que pensa no ato não vá chegar às vias de fato.

A família deve fazer o possível e não se culpar pelas circunstâncias.

C.V.V.: apoio emocional e prevenção

O Centro de Valorização à Vida atua no apoio emocional e na prevenção do suicídio por meio do telefone 188 (ligação gratuita) e também por chat, 24 horas por dia.

Se você precisa conversar ou conhece alguém que requer ajuda, o voluntário do CVV busca ouvir aquele que liga, de forma sigilosa e sem julgamentos, com profundo respeito, aceitação, confiança e compreensão, valorizando a vida e, consequentemente, prevenindo o suicídio

Dúvidas frequentes sobre suicídio

1. Como identificar alguém com risco de suicídio?

Mudanças bruscas de comportamento, isolamento, falas negativas sobre si e a vida, e autolesões são sinais importantes. Preste atenção a frases de despedida e à perda de interesse por atividades antes prazerosas.

2. O que fazer ao perceber que alguém está em risco?

Ofereça escuta sem julgamentos, incentive a pessoa a buscar ajuda profissional e jamais minimize sua dor. Caso haja risco iminente, entre em contato com o CVV (188) ou procure atendimento médico de emergência.

3. Pensamentos suicidas têm cura?

Sim. Com tratamento psicológico, psiquiátrico e apoio adequado, a grande maioria das pessoas com ideação suicida consegue se recuperar e reencontrar propósito na vida.

4. Todo mundo que fala em suicídio realmente quer morrer?

Não necessariamente. Muitas vezes, é um pedido de ajuda. Por isso, todo sinal deve ser levado a sério.

5. A terapia realmente ajuda?

Sim. A psicoterapia, especialmente abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), é eficaz no tratamento de pensamentos suicidas e transtornos associados, como depressão e ansiedade.

Quer conversar sobre o assunto? Agende uma consulta!

A Clínica Marcelo Parazzi

Se você ou algum familiar tem sofrido com essas condições, a Clínica Marcelo Parazzi pode ajudar.

Nossa abordagem combina Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), por meio de tratamentos tradicionais com psicólogos e terapias complementares que comprovadamente auxiliam nos resultados do tratamento.

Oferecemos Terapia à Distância para pessoas que residem fora do país ou que preferem realizar as sessões em casa. Agende sua avaliação e dê o primeiro passo para a recuperação.

*Conteúdo publicado em setembro de 2019 e atualizado em setembro de 2025.

 

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