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A relação entre depressão e uso de drogas

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A relação entre depressão e uso de drogas

As relações entre depressão e uso de drogas nunca foram compostas de laços tão fortes.

O número de pessoas que sofrem de transtornos ligados ao consumo de drogas já ultrapassa a marca dos 35 milhões, segundo os dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Leia também Dependência química: dados apontam 35 milhões de pessoas sofrendo com transtornos.

 

Existe uma relação entre depressão e uso de drogas

Antes de mais nada, é importante reconhecer um fato: dependência química pode levar à depressão, e vice-versa.

E essa relação, tão ambivalente quanto prejudicial, muitas vezes é precisamente o ponto de onde se deve partir para conseguir o tratamento mais adequado a cada caso.

 

A depressão é uma doença

Para entender a relação entre depressão e uso de drogas é preciso, antes de tudo entender que a depressão é uma doença.

Um dado alarmante da OMS (Organização Mundial da Saúde) é o de que mais de 300 milhões de pessoas, mundo afora, apresentam problemas depressivos. A OMS ainda ressalta que até 2030 a depressão poderá ser a principal doença no mundo. 

E o problema ainda maior pode estar ligado ao fato de que, infelizmente, em grande parte das vezes, a depressão é estigmatizada, classificada como frescura ou algo do tipo, o que acaba intimidando e inibindo a coragem de quem precisaria pedir ajuda urgentemente.

Mas aí vem a grande questão: é realmente possível vencer a depressão? A resposta é que sim!

O ideal é que se tenha consciência de que a doença pode ser vencida, mas que, sem  ajuda profissional, corre-se o risco de que os progressos fiquem cada vez mais difíceis, pois a ligação da depressão à dependência química (sem a devida assistência e tratamento) pode deixar as chances de cura bem menores.

 

Sintomas da depressão

Mas antes de pensar em tratamento, é preciso saber reconhecer adequadamente os sintomas da depressão.

Alguns entre os mais importantes sinais estão o mau humor, cansaço extremo, melancolia ou tristeza sem uma causa aparente, desânimo, sonolência excessiva ou crises de insônia, falta de energia, perda de interesse por atividades antes consideradas prazerosas, baixa autoestima, queda do rendimento (escolar ou profissional), redução (ou até perda) do interesse sexual, ansiedade, crises de choro, irritabilidade, sensação contínua de vazio existencial, desesperança.

São sinais também alguns sintomas físicos como dores no pescoço e nas costas ou mesmo enxaquecas repentinas.

 

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Relação entre dependência e uso de drogas: vulnerabilidade 

Indivíduos com tendências depressivas possuem maior vulnerabilidade em relação ao uso de bebidas alcoólicas, que podem ser uma porta rápida de iniciação ao consumo de outras drogas, incluindo as ilícitas.

Normalmente o que leva essas pessoas a esse tipo de caminho é a busca por algum alívio, ainda que momentâneo, do sofrimento em que se encontram. É como se, por alguns momentos, pudessem simplesmente esquecer da dor que os envolve.

Por outro lado, o próprio descontrole do consumo de drogas, sejam elas lícitas ou não, já pode também ser considerado forte indício de depressão.

 

Agravamento do sofrimento

E vale lembrar que essa aparente “válvula de escape”, na verdade, só agrava a desesperança, o desânimo e todo o sofrimento emocional pré-existente.

Muito já se sabe a respeito da combinação de uso de drogas e suas ligações com crises depressivas, mas talvez os pontos mais relevantes estejam em torno do dano, muitas vezes irreversível, à saúde, o que também ameaça a vida dos pacientes, além de poder ter como consequências principais os surtos psicóticos ou mesmo ideações suicidas.

 

Abstinência e suas consequências

A relação mais direta entre depressão e uso de drogas gira em torno da abstinência. 

Uma vez que a pessoa desenvolva o hábito de consumo desse tipo de substância, passada a sensação que os efeitos da droga proporcionam, quando não há a possibilidade de fazer uso delas – por qualquer que seja o motivo ou o tempo de abstenção – acaba padecendo de uma tristeza contínua e profunda.

Isso leva o usuário a sentir uma necessidade ainda maior de continuar usando as drogas em doses cada vez maiores e, consequentemente, pode vir a ser a fonte de quadros depressivos.

Além de ser um gatilho para a potencialização de quadros depressivos, o uso de drogas alcança marcas impressionantes quando o assunto são os agravos à saúde, em especial a dos jovens e adolescentes.

E talvez compreender os motivos que fazem uma pessoa abusar dessas substâncias seja precisamente a chave para um futuro controle desse tipo de demanda.

 

Depressão e uso de drogas: uma via de mão dupla

Nunca é demais lembrar que o ponto primordial que leva ao abuso de drogas parece ser precisamente a possibilidade de fuga da realidade.

E como, com o tempo, o corpo já não responde mais com a mesma intensidade e as sensações prazerosas tendem a diminuir, para manter a ilusão desse tipo de válvula de escape, se fazem necessárias sucessivas doses, sempre maiores, e numa frequência de consumo com intervalos cada vez menores.

Outro ponto importante é que essa cilada é uma via de mão dupla: o abuso no uso de drogas pode levar à depressão, e a depressão pode funcionar como um gatilho para o aumento do consumo de drogas, o que configura um ciclo (literalmente) vicioso de transtornos mentais e danos à saúde em todos os seus aspectos.

Não há conforto algum possível de ser encontrado no uso de drogas. Toda e qualquer sensação de bem-estar adquirida através de narcóticos se revela completamente falsa, além de pouco duradoura.

O ideal é buscar ajuda profissional, ao mínimo sinal de que se possa estar enveredando por caminhos como esses.

Reconhecer a própria fragilidade pode até ser uma decisão difícil, mas a alternativa a ela envolve, necessariamente, o acúmulo de vários outros problemas de ordem física, psicológica, social e familiar.

 

Como tratar depressão e uso de drogas de forma integrada

O primeiro passo é perceber qual a real relação entre esses dois fatores para cada indivíduo em específico.

Para isso, é preciso compreender as especificidades que caracterizam as condições de dependência, bem como quais as relações dessa dependência com possíveis transtornos mentais como a depressão.

Obtido o diagnóstico adequado, então é possível identificar o tratamento mais eficaz para cada caso.

Vale sempre lembrar que, ainda que o indivíduo tenha iniciado o consumo de drogas de forma recreativa, a partir do momento em que há uma necessidade crescente e constante de continuar o uso, o alerta está aceso, pois há graves indícios de que um quadro de dependência tenha se instalado. Leia também Drogas recreativas e o perigo da dependência química.

 

Multidisciplinaridade

Nesses casos, a ajuda a ser buscada precisa ser a de profissionais capacitados, (na maioria das vezes, equipes multidisciplinares) que possuem capacidade para fazer a devida triagem de cada caso e indicar a melhor abordagem.

Em alguns casos, pode haver inclusive uso de medicação ou necessidade de internação no início do tratamento, com a finalidade de ajudar a controlar os sintomas da abstinência e da depressão.

Um dos pontos principais do sucesso desse tipo de tratamento é o acompanhamento humanizado e efetuado por profissionais de várias áreas concomitantemente, geralmente encontrado em muitas instituições específicas para esse fim.

No início do tratamento, normalmente, os pacientes passam por uma avaliação prévia feita por uma equipe que envolve enfermeiros, psicólogos, médicos, psiquiatras e todos os profissionais que se fizerem necessários para fechar o diagnóstico da forma mais acertada e individualizada possível.

As intervenções são feitas de forma conjunta pela equipe multidisciplinar, que avalia quais as terapias mais indicadas, caso a caso, sendo que as mais comuns visam o apoio psicológico, medidas de reintegração social e ampliação dos níveis de qualidade de vida e bem-estar do paciente.

Quer conversar sobre o assunto? Agende uma consulta!

 

Clínica Marcelo Parazzi

Se você ou algum familiar tem sofrido com depressão e uso de drogas, a nossa clínica pode ajudar.

Além de se fundamentar na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e oferecer todo o tratamento tradicional por meio de psiquiatras, psicólogos e psicanalistas para tratar ansiedade, depressão e outros transtornos, a Clínica Marcelo Parazzi também dispõe de Terapia Holística, que desenvolve estratégias terapêuticas como Reiki, Yoga, Meditação, Constelação Familiar e Mindfulness (Consciência plena), para auxiliar no alcance de melhores resultados nos tratamentos dos pacientes, que são, comprovadamente, grandes aliados na recuperação desses indivíduos.

Estamos à disposição para auxiliar com a Terapia à Distância, realizando atendimento inclusive para pessoas que residem fora do país.

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